Me Too Brasil apoia mulheres que denunciaram ministro Marco Buzzi

Entidade divulgou nota antes do julgamento do processo disciplinar que apura denúncias de assédio contra Marco Buzzi

A organização não governamental Me Too Brasil divulgou uma nota pública em apoio às mulheres que denunciaram episódios de assédio e importunação sexual atribuídos ao ministro Marco Buzzi. A manifestação foi feita às vésperas do julgamento do processo administrativo disciplinar (PAD) instaurado para apurar as denúncias no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O julgamento está marcado para esta quinta-feira (6), às 9h, em sessão presencial e fechada ao público, conduzida pelo Pleno do STJ. Desde fevereiro, Marco Buzzi está afastado cautelarmente de suas funções.

Processo administrativo disciplinar em análise

O PAD foi instaurado para investigar as acusações contra o ministro. A aplicação de eventual sanção disciplinar depende do voto favorável de pelo menos 17 ministros do tribunal. A defesa de Buzzi nega as acusações, e o processo ainda está em fase de julgamento, portanto as denúncias devem ser tratadas como alegações em apuração, sem antecipação de conclusões.

Risco de revitimização e importância do acolhimento

Na nota, a Me Too Brasil destaca que vítimas de violência sexual frequentemente enfrentam tentativas de desqualificação, ataques à reputação, exposição pública e outras formas de revitimização, o que pode aumentar o sofrimento emocional e desencorajar outras pessoas a denunciar.

A organização defende que o processo seja conduzido com independência, imparcialidade e respeito ao devido processo legal, garantindo que todas as provas sejam analisadas com rigor, ao mesmo tempo em que a dignidade das vítimas seja preservada.

Dirigindo-se às denunciantes, a nota afirma: “Vocês não estão sozinhas”. A entidade reforça que nenhuma mulher deve ser silenciada, intimidada ou constrangida por exercer seu direito de denunciar uma violência.

Compromisso com a defesa dos direitos das vítimas

A Me Too Brasil é uma organização sem fins lucrativos dedicada à defesa dos direitos de vítimas de violência sexual. A entidade oferece canais de escuta e acolhimento, além de atendimento psicológico, jurídico e assistencial, contando com uma equipe de voluntários que já recebeu centenas de relatos por meio de seus canais especializados.

Na nota, a ONG reafirma seu compromisso com uma escuta humanizada, o combate à revitimização e a responsabilização de condutas quando comprovadas. O julgamento do PAD ocorre em meio a um debate sobre a importância de instituições que apuram denúncias graves respeitando as garantias legais das partes envolvidas.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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