Empreendedorismo feminino: da necessidade à visão de futuro
No Summit Mulheres nas Profissões, Ana Claudia Badra Cotait destacou autoestima, gestão financeira e capacitação para mulheres empreendedoras.
Empreender por necessidade pode ser o ponto de partida, mas não precisa definir o futuro de uma mulher nos negócios. Essa foi uma das principais reflexões apresentadas por Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), durante o Summit Mulheres nas Profissões, realizado em São Paulo.
No painel “Quando empreender deixa de ser apenas sobreviver”, a executiva discutiu o que ajuda uma profissional a transformar uma atividade de subsistência em uma empresa construída com planejamento e perspectiva de crescimento.
O primeiro passo é se reconhecer como empresária
Para Ana Claudia, uma das barreiras mais importantes enfrentadas pelas mulheres é interna: muitas ainda não se enxergam como empreendedoras — e, principalmente, como empresárias capazes de tomar decisões sobre o próprio negócio.
“A mulher precisa primeiro se sentir empreendedora. Depois, deixar de se ver como alguém que empreende por necessidade para se enxergar como empresária. É o lado emocional que pega. Ela precisa se sentir fortalecida, ter senso de gestão e visão de futuro. Quando se sente pertencente, ela começa a crescer e a dar o devido valor ao negócio dela”, afirmou.
A fala chama atenção para uma mudança que vai além de abrir um CNPJ ou começar a vender um produto. Envolve construir confiança, reconhecer o próprio trabalho e tomar decisões com mais clareza.
Duas habilidades essenciais para crescer
Na avaliação da presidente do CMEC, duas competências são indispensáveis para quem deseja avançar:
- Gestão financeira: mesmo quando outra pessoa cuida da administração, a dona do negócio precisa entender o que acontece com o dinheiro da empresa.
- Capacitação contínua: cursos, formação técnica e atualização devem fazer parte da rotina de quem quer permanecer competitiva.
“A mulher precisa ser gestora do seu próprio negócio. Mesmo que outra pessoa administre, ela precisa saber o que estão fazendo com o seu dinheiro. Muitas começam a ganhar, mas não conhecem o final da história, e aí vêm os problemas”, alertou.
Sobre os estudos, Ana Claudia foi direta: “Crescer no negócio é se capacitar sempre. Ela não pode parar de estudar, de fazer cursos técnicos. Se não se capacitar continuamente, está fora do negócio”.
Empreender também pode acontecer na carreira formal
Ana Claudia também questionou a ideia de que empreendedorismo só existe para quem abandonou o emprego. Jornalista de formação e servidora pública aposentada do Senado Federal, ela afirmou que é possível empreender sendo servidora ou trabalhadora celetista.
Ao resumir o impacto social que atribui ao empreendedorismo, declarou: “O empreendedorismo salva. Salva uma mulher de uma violência, salva uma pessoa desempregada, salva uma mãe atípica. O empreendedorismo é o futuro do nosso país. Por isso temos que investir nele”.
O painel ocorreu no primeiro Summit Mulheres nas Profissões, iniciativa do Grupo Mulheres do Brasil realizada nos dias 4 e 5 de agosto, no Expo Center Norte. O evento reuniu discussões sobre a presença feminina no mercado de trabalho e em cargos de decisão.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



