Coenzima Q10: desafio da absorção em meio ao crescimento do mercado
Mercado global da coenzima Q10 cresce, mas baixa absorção exige avanços tecnológicos e avaliação profissional
A coenzima Q10, descoberta há menos de sete décadas, tem se destacado como um dos compostos de maior crescimento na indústria global de suplementos. Segundo a Fortune Business Insights, o mercado da substância deve saltar de US$ 980 milhões em 2026 para US$ 3,33 bilhões até 2034, com uma taxa média anual de crescimento de 16,5%.
Esse avanço, no entanto, enfrenta um desafio químico: por ser lipossolúvel, a coenzima Q10 apresenta absorção baixa e irregular quando ingerida. Para superar essa limitação, startups e laboratórios têm investido em tecnologias que ampliem o aproveitamento do nutriente pelo organismo.
Importância da absorção da coenzima Q10
A coenzima Q10 é produzida naturalmente pelo corpo e desempenha papel fundamental na produção de energia celular, atuando diretamente nas mitocôndrias, especialmente nos músculos, como o coração. A médica funcional e fisiatra Thamar Ferraz destaca que a substância é essencial para o funcionamento muscular e a vitalidade geral.
Com o avanço da idade, a produção natural da coenzima Q10 diminui, o que aumenta o interesse pela suplementação. Além disso, medicamentos como as estatinas, usados para controle do colesterol, podem reduzir os níveis naturais da substância, assim como análogos de GLP-1, que podem causar depleção significativa devido à perda de peso acelerada e redução da ingestão alimentar.
Tecnologia brasileira para melhorar a absorção
Uma das soluções desenvolvidas no Brasil é a tecnologia Ydrosolv®, criada pela Yosen, empresa originada de pesquisas na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto. Segundo Gustavo Cadurim, farmacêutico e CEO da Yosen, a tecnologia utiliza sistemas lipídicos para envolver a coenzima Q10, protegendo-a durante o processo digestivo e favorecendo seu aproveitamento pelo organismo.
A empresa afirma que essa tecnologia pode alcançar até cinco vezes mais absorção, embora essa informação seja uma alegação do desenvolvedor e não uma recomendação médica geral.
Indicações e cuidados na suplementação
A coenzima Q10 é indicada para diferentes perfis, incluindo pessoas fisicamente ativas, atletas de alto rendimento, pacientes em uso de medicamentos para colesterol e indivíduos com doenças cardiovasculares. A meio-campista Duda Serrana, do São Paulo Futebol Clube, utiliza a coenzima Q10 em sua rotina de suplementação, destacando benefícios para energia e desempenho físico.
Apesar da popularidade crescente, a suplementação deve ser individualizada e acompanhada por profissionais de saúde. Thamar Ferraz ressalta que mulheres na menopausa e pacientes com doenças neurodegenerativas podem se beneficiar da coenzima Q10, mas sempre com avaliação médica e, quando necessário, associada a outros tratamentos.
Assim, a decisão pelo uso da coenzima Q10 deve considerar necessidades específicas, histórico clínico, medicamentos em uso e alimentação, garantindo segurança e eficácia no tratamento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



