Paraná registra aumento na procura pelo Programa Estadual de Controle do Tabagismo

Programa atende em 336 municípios e destaca participação feminina crescente

O Paraná tem intensificado o apoio a fumantes que desejam abandonar o cigarro por meio do Programa Estadual de Controle do Tabagismo (PECT), que está presente em 336 municípios, com 1.184 estabelecimentos de saúde habilitados para oferecer tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O tema ganha relevância neste sábado, 1º de agosto, Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão, data que integra a campanha Agosto Branco, voltada à conscientização sobre essa doença. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o câncer de pulmão é o segundo tipo mais diagnosticado na Região das Américas e uma das principais causas de mortes evitáveis.

Aumento na procura pelo tratamento

Entre janeiro e abril de 2026, o PECT registrou 5.880 atendimentos relacionados ao tratamento do tabagismo no Paraná. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informa que, em comparação com o mesmo período de 2025, os atendimentos mensais no SUS foram consistentemente maiores em 2026. Por exemplo, em março, os atendimentos passaram de 37.289 em 2025 para 46.022 em 2026, conforme dados do sistema e-Gestor AB da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde.

Além disso, o programa tem apresentado participação predominantemente feminina nos anos de 2024 e 2025, com a maioria dos participantes na faixa etária entre 18 e 59 anos. O número de pessoas atendidas cresceu de 14.069 em 2024 para 21.581 em 2025.

Como funciona o Programa Estadual de Controle do Tabagismo

Para participar, o interessado deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação e inscrição. O tratamento inclui abordagens cognitivo-comportamentais, realizadas individualmente ou em grupo, e, quando necessário, apoio medicamentoso com adesivos, gomas, pastilhas de nicotina e medicamentos como a bupropiona, conforme avaliação da equipe de saúde.

Contexto do câncer de pulmão no Paraná

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2026, o Paraná deve registrar 2.410 novos casos de câncer de traqueia, brônquios e pulmão, com taxas de incidência estimadas em 22,53% para homens e 17,91% para mulheres. Essa doença ocupa o quarto lugar entre os tipos de câncer mais incidentes no estado, atrás dos cânceres de mama feminina, próstata e cólon e reto.

Embora o tabagismo seja o principal fator de risco, outros elementos também contribuem para o desenvolvimento do câncer de pulmão, como exposição ao fumo passivo, poluição atmosférica, gás radônio e agentes carcinogênicos presentes em ambientes ocupacionais, como amianto, sílica, arsênio, cromo e níquel. Histórico familiar, doenças pulmonares crônicas e alterações genéticas específicas também são fatores relevantes.

O secretário estadual da Saúde, César Neves, destaca a importância de uma abordagem integral para o combate ao tabagismo e seus impactos na saúde. Ele ressalta que o maior desafio é conscientizar a população sobre os riscos associados tanto ao cigarro convencional quanto aos cigarros eletrônicos, conhecidos como pods e vapes.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 55 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar