Sarampo: Paraná reforça vacinação e vigilância contra a doença

Estado mantém alerta ativo e capacita profissionais para evitar reintrodução do vírus

O Paraná intensificou as ações de vigilância contra o sarampo diante do risco de reintrodução do vírus no Estado. Nesta sexta-feira (31), em Curitiba, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Ministério da Saúde, realizou uma capacitação focada no diagnóstico, monitoramento de casos suspeitos e estratégias de vacinação para manter o Paraná livre da doença.

Embora o Estado não registre transmissão local do sarampo desde 2020, o alerta permanece devido ao cenário epidemiológico internacional e à ocorrência de casos importados em outras regiões do Brasil. Em 2026, das 69 notificações de casos suspeitos no Paraná, 68 foram descartadas e uma segue em investigação, conforme dados da Sesa.

Risco e sintomas do sarampo

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por meio de secreções respiratórias expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Os principais sintomas incluem febre alta, manchas avermelhadas na pele, tosse, coriza e conjuntivite.

Em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde para avaliação médica e evitar contato com outras pessoas até a confirmação do diagnóstico, prevenindo a disseminação do vírus.

Vacinação: principal medida de proteção

A imunização contra o sarampo está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde do Paraná. O calendário vacinal para crianças prevê a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose da tetraviral aos 15 meses.

Para jovens e adultos até 29 anos, a recomendação é a aplicação de duas doses da tríplice viral. Pessoas entre 30 e 59 anos devem receber uma dose, enquanto trabalhadores da saúde, independentemente da idade, precisam comprovar a vacinação com duas doses.

Dados parciais da Sesa até maio indicam que a cobertura vacinal no Paraná é de 94,38% para a primeira dose e 80,08% para a segunda dose, com a meta de alcançar e manter 95%, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

Monitoramento e capacitação

O encontro reuniu cerca de 180 profissionais estaduais e municipais, incluindo equipes da Vigilância Epidemiológica, Atenção Primária à Saúde, Imunização, Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde (CIEVS), Vigilância Laboratorial, núcleos hospitalares, além de representantes do Departamento de Polícia Penal do Paraná.

Durante a capacitação, foram discutidos o panorama epidemiológico global e nacional, fluxos de diagnóstico laboratorial, envio do Boletim de Notificação Semanal, aplicação da matriz de análise de risco e busca ativa de casos suspeitos de sarampo e rubéola. Também foi realizado um simulado prático de resposta rápida e debatidas estratégias de vacinação para interromper possíveis cadeias de transmissão.

Na quinta-feira (30), as equipes participaram da Oficina Go.Data, ferramenta que acelera o rastreamento e monitoramento de contatos de casos suspeitos, organiza ações de bloqueio vacinal em tempo real, mapeia cadeias de transmissão e qualifica o banco de dados da vigilância em saúde. Técnicos treinados atuarão como multiplicadores da metodologia em suas regiões.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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