IA transforma advocacia e desafia provas digitais na Rio Innovation Week
Painel discute impacto da inteligência artificial e fraudes digitais na prática jurídica
A inteligência artificial (IA) deixou de ser um tema exclusivo dos laboratórios de tecnologia para se tornar parte integrante das práticas jurídicas. Na Rio Innovation Week 2026, que ocorre entre 4 e 7 de agosto no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, um painel especial abordará como a IA e as provas digitais estão transformando a advocacia.
O painel “O Advogado Engenheiro: quando Direito, Dados e Tecnologia convergem” será realizado na sexta-feira, 7 de agosto, às 16h45, no palco principal do evento. A CEO da Verifact, Regina Acutu, participará da discussão ao lado de Mariana Carvalho, do TikTok, e Victor Rizzo, da E-Xyon.
Entendendo a presença da IA na rotina jurídica
De acordo com o material divulgado, os profissionais do Direito precisam compreender a lógica por trás das ferramentas digitais para lidar com os desafios atuais. A intenção não é que advogados se tornem programadores, mas que possam avaliar riscos, verificar informações e documentar conteúdos com segurança.
Regina Acutu destaca: “O advogado não precisa ser um especialista em inteligência artificial ou programação, mas deve entender os princípios que orientam essas ferramentas para conseguir analisar os desafios que elas trazem”.
O painel abordará temas como fraudes digitais, privacidade, proteção de dados e o uso de conteúdos produzidos por inteligência artificial, refletindo a crescente complexidade da prática jurídica.
Fraudes digitais e o contexto eleitoral
O debate ganha ainda mais relevância em 2026, ano eleitoral marcado pelo avanço da inteligência artificial generativa. Conteúdos sintéticos cada vez mais sofisticados podem induzir eleitores ao erro, dificultando a identificação de manipulações.
Para advogados e instituições públicas, registrar evidências digitais de forma correta é tão importante quanto reconhecer sua autenticidade ou suspeita de fraude. Nesse sentido, a cadeia de custódia — conjunto de procedimentos que preserva a integridade da prova desde sua coleta — é fundamental para garantir a confiabilidade do material apresentado.
Provas digitais: o que são e como funcionam
Publicações em redes sociais, mensagens, e-mails e páginas da internet podem ser utilizadas como evidências em processos judiciais. O desafio está em comprovar quando e como o conteúdo foi coletado, preservando dados que confirmem sua integridade.
Regina Acutu explica: “Hoje, qualquer operador do Direito consegue coletar um conteúdo disponível na internet para utilizá-lo como prova, seguindo critérios técnicos e os princípios da cadeia de custódia”.
A Verifact, empresa brasileira especializada na captura e preservação de provas digitais, desenvolveu uma plataforma que registra conteúdos da internet exatamente como estavam no momento da coleta, garantindo a segurança e a validade jurídica das evidências.
A Rio Innovation Week 2026 reunirá ainda nomes renomados da inovação, ciência, negócios e tecnologia, como Malala Yousafzai, Edvard Moser, Ailton Krenak, Amy Webb e Brian Greene, entre outros.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



