Preenchimento facial: quando a reversão é necessária?

A procura para desfazer procedimentos estéticos ganhou espaço nos consultórios; entenda limites, riscos e como avaliar um planejamento facial.

Nem sempre quem procura um consultório de harmonização facial quer colocar mais volume. Segundo a cirurgiã-dentista Jennifer Pinheiro, especializada em Harmonização Orofacial, aumentou o número de pacientes que chegam em busca de correções ou da remoção de procedimentos anteriores. Em alguns casos, a pessoa quer “arrumar” algo que incomodou, mas ainda não percebe que a melhor estratégia pode ser começar novamente.

Para a especialista, tentar corrigir um resultado sobreposto a aplicações anteriores nem sempre é o caminho mais previsível. “Eu brinco que construir uma casa é melhor do que reformar. O resultado tende a ficar muito melhor”, afirma.

O que causa arrependimento após a harmonização?

A insatisfação, de acordo com Jennifer, costuma estar mais relacionada à aparência artificial do que à rejeição dos procedimentos estéticos em si. É o efeito conhecido popularmente como “cara de harmonização”, quando o rosto parece marcado, pesado, inflado ou desproporcional.

Na avaliação da cirurgiã-dentista, a origem pode estar em um planejamento inadequado, na escolha do procedimento ou na camada facial tratada. Ela também afirma que não existe uma região do rosto que, isoladamente, seja responsável por excessos mais difíceis de corrigir: “Excesso sempre é excesso, independentemente da região”.

Nem todo procedimento pode ser desfeito

A possibilidade de reversão depende diretamente da substância utilizada. O ácido hialurônico pode ser dissolvido com a enzima hialuronidase. Já botox e bioestimuladores de colágeno não podem ser removidos dessa maneira, segundo a especialista.

Mesmo quando a dissolução é possível, o resultado não significa necessariamente que o rosto voltará exatamente ao estado anterior. Jennifer alerta que pode ocorrer flacidez na área que recebeu o produto. Por isso, a decisão deve ser tomada após avaliação profissional, e não como uma tentativa improvisada de corrigir o incômodo.

Como identificar um planejamento mais cuidadoso?

Um bom plano começa antes da primeira aplicação. A análise, explica Jennifer, deve considerar a estrutura óssea, os compartimentos de gordura, os ligamentos, os músculos, a qualidade da pele e o processo de envelhecimento da face — não apenas a queixa apresentada no dia da consulta.

Outro ponto importante é o alinhamento de expectativas. “Você não pode prometer o que não vai conseguir cumprir. E na saúde e estética, existem muitas limitações”, diz.

Para quem está avaliando um procedimento, a especialista sugere perguntar: “Como você chegou à conclusão de que esse é o tratamento ideal para mim?”. Uma resposta baseada apenas no nome de um procedimento pode ser insuficiente. O profissional deve conseguir explicar o raciocínio clínico por trás da indicação e apresentar limites, possibilidades e riscos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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