Hemofilia nas férias: 6 cuidados para brincar com segurança
Planejamento, tratamento mantido e informação ajudam crianças com hemofilia a aproveitar o recesso escolar com autonomia.
As férias escolares não precisam significar isolamento ou restrições excessivas para crianças com hemofilia. Com planejamento, acompanhamento médico e cuidados adequados, o período pode incluir viagens, passeios, brincadeiras e atividades físicas compatíveis com a condição.
A hemofilia é uma doença rara e hereditária que afeta a coagulação do sangue, fazendo com que os sangramentos durem mais tempo do que o habitual. Por isso, a rotina de descanso exige organização, mas não deve impedir a convivência, o lazer e o desenvolvimento da criança.
O que muda na rotina durante as férias?
Segundo Fernanda Barbosa, hematologista da Santa Casa de São Paulo, a evolução das terapias e o suporte multidisciplinar contribuíram para reduzir os sangramentos e ampliar as possibilidades de uma infância ativa. “Atualmente, o foco é proporcionar uma rotina em que a hemofilia não limite o cotidiano do paciente”, afirma.
A médica também destaca que exercícios direcionados podem fortalecer a musculatura e ajudar na proteção das articulações. A escolha da atividade deve considerar as características de cada criança, com orientação médica, supervisão de profissionais de educação física e uso de equipamentos de proteção.
Para Carolina Ferreira, mãe de Lucas, o diagnóstico do filho aos oito meses, após um sangramento intracraniano, fez com que a família adotasse uma rotina bastante restritiva. “Evitávamos passeios, futebol e brinquedos como cama elástica”, conta. Atualmente, Lucas frequenta a escola, participa das atividades com os colegas e joga futebol duas vezes por semana.
6 cuidados para viajar e brincar com mais segurança
- Use proteção: em atividades como andar de bicicleta, capacete, joelheiras e cotoveleiras são indispensáveis.
- Mantenha a hidratação: incentive o consumo regular de água, especialmente em dias quentes e de maior gasto de energia.
- Leve uma identificação: pulseira, crachá ou carteirinha pode informar o diagnóstico e os contatos de emergência.
- Não interrompa o tratamento: em viagens, leve os medicamentos prescritos em quantidade suficiente, além de receita atualizada.
- Mapeie o atendimento: antes da viagem, verifique o hemocentro ou centro de referência em hemofilia do destino, incluindo horário de funcionamento.
- Avise os responsáveis: hotéis, colônias de férias, monitores e guias devem saber sobre a condição da criança e como agir em caso de batidas ou cortes.
Tratamento continua durante o recesso
“A manutenção da rotina de tratamento durante viagens e passeios é essencial para prevenir intercorrências ou mitigar a gravidade de eventuais episódios hemorrágicos”, alerta Fernanda. O esquema terapêutico não deve ser alterado por conta própria.
Com informação e preparo, as férias podem ser uma oportunidade para fortalecer vínculos e ampliar experiências, respeitando os limites e as necessidades de cada criança.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



