Medicamentos modernos para diabetes dominam programas corporativos
Levantamento da Funcional destaca avanço das terapias inovadoras e tratamento integrado para diabetes, hipertensão e colesterol
Medicamentos modernos para o tratamento do diabetes, incluindo Ozempic, Rybelsus, Jardiance e Forxiga, já correspondem a 62,7% do valor movimentado com remédios para a doença em programas corporativos de saúde, conforme levantamento realizado pela Funcional entre maio de 2025 e abril de 2026.
O estudo analisou o comportamento de titulares e dependentes do Benefício Farmácia e identificou que aproximadamente 22% dos usuários em uso contínuo fazem uso de medicamentos para diabetes.
Abordagem ampliada no tratamento do diabetes tipo 2
O levantamento evidencia uma mudança no perfil terapêutico, com destaque para as classes dos agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, e dos inibidores de SGLT2, como dapagliflozina e empagliflozina, que passaram a concentrar parcela significativa dos investimentos na categoria.
Essa transformação reflete uma abordagem mais ampla do diabetes tipo 2, que vai além do controle glicêmico e inclui benefícios relacionados à saúde cardiometabólica. Na prática, isso significa que o cuidado envolve múltiplos fatores de saúde simultaneamente.
Além disso, 22,4% das pessoas em tratamento para diabetes utilizam simultaneamente terapias para hipertensão arterial e dislipidemia, condição associada ao colesterol alto, indicando uma jornada de cuidado integrada e complexa.
Continuidade dos medicamentos tradicionais
Apesar do avanço das terapias modernas, medicamentos tradicionais como biguanidas, que reduzem os níveis de glicose no sangue, e sulfonilureias, que estimulam o pâncreas a produzir mais insulina, continuam amplamente utilizados.
Na base analisada pela Funcional, os medicamentos classificados como “outros antidiabéticos orais e associações” representam mais de 50% dos usuários da categoria e concentram cerca de 70% do valor movimentado em hipoglicemiantes.
Contexto e perspectivas para os pacientes
Ricardo Moraes, diretor médico da Funcional, destaca que o diabetes tipo 2 está passando por uma transformação, com terapias que buscam objetivos além do controle da glicose, incluindo proteção cardiovascular e manejo do peso. “Os dados mostram que essa mudança já está presente na jornada de saúde dos beneficiários e reforça a necessidade de uma visão mais integrada do cuidado”, afirma.
O cenário é agravado pelo crescimento da obesidade, hipertensão e doenças cardiovasculares na população adulta, conforme dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Diabetes, que estima mais de 20 milhões de brasileiros convivendo com a doença.
Embora os números evidenciem a evolução dos tratamentos, a escolha ou combinação de medicamentos deve sempre ser orientada por um profissional de saúde, considerando as necessidades individuais de cada paciente.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



