Bullying atinge 27,2% dos estudantes, aponta pesquisa
Debate da OAB Criciúma destaca o papel da escola na proteção integral e na cidadania
O bullying afeta 27,2% dos estudantes brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2024. Esse percentual corresponde aos alunos que relataram ter sofrido bullying duas ou mais vezes nos 30 dias anteriores à pesquisa, um aumento em relação aos 23% registrados em 2019.
Esses dados foram tema de um episódio do podcast Direito de Saber, promovido pela OAB Subseção Criciúma, que reuniu profissionais das áreas jurídica e educacional para discutir o papel da escola na proteção integral e na formação cidadã de crianças e adolescentes.
Escola como espaço de cidadania e proteção
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído em 13 de julho de 1990, determina que a educação deve contribuir para o pleno desenvolvimento da pessoa, o preparo para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. Na prática, isso significa que a escola é um ambiente onde crianças e adolescentes aprendem sobre seus direitos, compreendem seus deveres e participam da vida em comunidade.
Sunamita Burato, presidente da Comissão OAB Vai à Escola da OAB Criciúma, destaca que a proteção integral vai além da oferta de alimentação e segurança, ressaltando a importância de reconhecer crianças e adolescentes como sujeitos de direitos. “É trazer a criança ou o adolescente como sujeito de direitos, que precisa ser protegido. O ambiente escolar é o local em que a criança pode se desenvolver por meio de diferentes experiências do dia a dia”, afirma.
Formação continuada para enfrentar desafios
O professor e pesquisador Higor Freitas ressalta a necessidade de formação continuada para os profissionais da educação. Essa capacitação é fundamental para que os professores identifiquem e atuem corretamente diante de violações de direitos, além de lidar com a diversidade em sala de aula, incluindo alunos com deficiência e questões de acessibilidade.
“O próprio contexto de diversidade que temos dentro das salas de aulas, seja algum aluno com deficiência ou acessibilidade, tudo isso precisa ser enfrentado a partir da capacitação. Nós, enquanto professores, precisamos de formação para enfrentar essas situações e saber como nos comportar”, avalia Freitas.
Abordagem lúdica para o combate ao bullying
Para a professora e mestranda Karina Bittencourt, a escola deve dar voz aos alunos para que se reconheçam como sujeitos de direitos. A Comissão OAB Vai à Escola leva orientações jurídicas às salas de aula com linguagem adequada à idade e à realidade de cada turma.
Com crianças pequenas, por volta dos seis anos, o tema do bullying é apresentado por meio de teatros de fantoches, que ilustram de forma lúdica que agressões verbais e físicas, como empurrões e apelidos ofensivos relacionados à aparência, são formas de violência.
O episódio completo do podcast Direito de Saber está disponível nas plataformas Spotify e YouTube, promovendo a conscientização sobre a proteção integral de crianças e adolescentes.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



