Suplementos: quando valem a pena — e quando são desperdício
Creatina e vitaminas podem ajudar em situações específicas, mas o uso sem necessidade pode gerar gasto e riscos à saúde.
Comprar um suplemento apenas por estar na moda, aparecer nas redes sociais ou prometer mais disposição nem sempre é uma escolha acertada. Muitas vezes, esses produtos não trazem benefícios reais e podem representar um gasto desnecessário. Por isso, é fundamental avaliar a necessidade individual antes de incluir cápsulas, pós ou comprimidos na rotina.
Aline Goettert, diretora executiva da Associação Brasileira de Suplementos Alimentares (BRASNUTRI) e mestra em nutrição, destaca que o suplemento deve ser um complemento, e não um substituto, dos hábitos básicos de saúde.
“Suplementação não significa substituição. Nenhum suplemento substitui uma alimentação equilibrada, um sono de qualidade, a prática regular de atividade física ou outros hábitos saudáveis. O suplemento tem a função de complementar a alimentação quando existe uma necessidade nutricional específica ou um objetivo bem definido”, afirma Aline.
Quando o suplemento pode fazer sentido?
O uso de suplementos pode ser indicado em casos de deficiência nutricional comprovada, aumento das necessidades do organismo ou em fases específicas da vida que demandam atenção especial. Nesses contextos, vitaminas e minerais podem desempenhar papel importante, desde que a indicação seja adequada.
A creatina é citada como um suplemento com eficácia e segurança reconhecidas para diferentes públicos, incluindo praticantes de atividade física e idosos, sempre respeitando a indicação individual.
Na prática, não existe uma lista universal de suplementos obrigatórios para todas as pessoas. A escolha depende de fatores como:
- alimentação e possíveis deficiências nutricionais;
- estado de saúde e necessidades do organismo;
- rotina de exercícios e estilo de vida;
- objetivo específico, como desempenho físico ou adequação de nutrientes.
O risco de seguir a moda
O crescimento do consumo de suplementos reflete uma maior preocupação com prevenção, envelhecimento saudável, prática de atividade física e qualidade de vida. Esse movimento é positivo, mas pode levar a decisões baseadas apenas em tendências.
Utilizar suplementos sem necessidade ou em excesso não garante benefícios e pode até representar riscos à saúde. Por isso, a suplementação deve ser individualizada e, preferencialmente, orientada por nutricionista ou médico.
A BRASNUTRI defende uma suplementação responsável, baseada em ciência e orientada por profissionais de saúde, sempre entendida como complemento a um estilo de vida saudável. A entidade reúne mais de 60 marcas do setor e atua no aprimoramento regulatório e desenvolvimento sustentável do mercado de suplementos no Brasil.
Antes de investir em um novo suplemento, é importante avaliar se há uma necessidade real e lembrar que sono, alimentação equilibrada e atividade física continuam sendo a base de uma rotina saudável.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



