Canetas emagrecedoras falsas ameaçam a saúde do coração
Produtos sem procedência podem causar arritmias, alterações na pressão e até infarto; veja sinais de alerta antes de usar uma caneta para emagrecer.
O sucesso das canetas emagrecedoras também abriu espaço para um mercado clandestino que preocupa médicos e autoridades. Produtos falsificados ou sem procedência podem conter substâncias desconhecidas, concentrações inadequadas e oferecer riscos imprevisíveis ao coração — incluindo alterações na pressão arterial, arritmias e infarto.
O alerta vale especialmente para quem compra medicamentos pela internet, por redes sociais ou de vendedores sem autorização. Sem controle de qualidade, não há garantia sobre o que está sendo aplicado no organismo, nem sobre a eficácia ou a segurança do produto.
Quais são os riscos para o coração?
De acordo com o cardiologista Dr. Thiago Germano, a imprevisibilidade é um dos principais perigos. “Uma das maiores preocupações é justamente a imprevisibilidade, não existe garantia sobre quais substâncias estão sendo aplicadas. Isso pode sobrecarregar o sistema cardiovascular, favorecendo o aumento da pressão arterial, arritmias, infarto e até complicações fatais”, explica.
O risco pode ser ainda maior para pessoas com hipertensão, insuficiência cardíaca, doença arterial ou outros fatores cardiovasculares. Além disso, o uso sem acompanhamento médico pode mascarar doenças preexistentes ou agravar quadros que ainda não foram identificados.
Medicamentos falsificados também não passam pelas avaliações necessárias para comprovar biossegurança, qualidade e eficácia. Na prática, a pessoa pode ficar exposta tanto à ausência do efeito esperado quanto ao surgimento de reações adversas.
Como identificar uma caneta falsificada?
Antes de comprar ou aplicar qualquer caneta para emagrecer, alguns sinais merecem atenção:
- verifique se o medicamento tem registro na Anvisa;
- desconfie de preços muito abaixo da média do mercado;
- evite compras por redes sociais e outros canais informais;
- confira a embalagem e a presença do número de lote;
- não use o produto se houver dúvidas sobre a origem ou alteração no aspecto da solução.
Em caso de suspeita, a recomendação é não utilizar o medicamento e procurar orientação médica. A situação também pode ser denunciada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Compra segura exige prescrição
A orientação é utilizar medicamentos destinados ao tratamento da obesidade somente com prescrição e acompanhamento médico, adquirindo-os em farmácias e clínicas autorizadas. O registro sanitário existe para garantir que o produto passou por avaliações de qualidade e segurança.
Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), falsificar e vender medicamentos é crime contra a saúde pública. A Anvisa também intensificou as fiscalizações e, em abril deste ano, proibiu a fabricação, importação, distribuição, comercialização e uso de produtos sem registro no Brasil.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



