Consórcio de imóveis cresce 43,7% em 2026
Famílias brasileiras ampliam planejamento imobiliário para moradia, renda e patrimônio futuro
Comprar um imóvel deixou de ser apenas a realização do sonho da casa própria para muitas famílias brasileiras. Atualmente, a decisão faz parte de um planejamento patrimonial de longo prazo, que considera não só as necessidades atuais, mas também projetos futuros relacionados aos filhos, geração de renda e segurança financeira em diferentes momentos da vida.
Esse comportamento acompanha o crescimento do mercado de consórcios de imóveis. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) indicam que as vendas de cotas aumentaram 43,7% entre janeiro e maio de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O imóvel como projeto familiar
Algumas famílias iniciam o planejamento enquanto os filhos ainda estudam, visando garantir uma futura moradia, adquirir um imóvel para geração de renda ou construir um patrimônio que possa ser utilizado em diferentes fases da vida. A decisão leva em conta mudanças na composição familiar, maior mobilidade profissional e novos projetos pessoais.
Em vez de concentrar toda a decisão em um único momento, cresce a busca por alternativas que permitam organizar a aquisição de forma gradual, alinhada ao orçamento doméstico.
“Planejar patrimônio deixou de ser uma decisão restrita ao presente. Muitas famílias passaram a enxergar o imóvel como um ativo capaz de atender diferentes objetivos ao longo do tempo, permitindo organizar o futuro com mais previsibilidade e equilíbrio financeiro”, afirma Marcelo Lucindo, CEO da Evoy Administradora de Consórcios.
Consórcio ganha espaço no planejamento
Além do aumento nas vendas, o segmento registrou 2,98 milhões de participantes ativos entre janeiro e maio de 2026, alta de 27,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os créditos comercializados somaram R$ 137,93 bilhões, avanço de 40,3% no acumulado dos cinco primeiros meses.
O consórcio de imóveis surge como uma alternativa para quem deseja planejar a compra ao longo do tempo, permitindo definir o valor do crédito conforme o objetivo e decidir sua utilização no momento da contemplação.
Planejamento começa no orçamento
O fortalecimento da educação financeira também contribui para essa mudança de comportamento. Famílias que acompanham de perto as despesas e os planos domésticos conseguem distribuir investimentos ao longo do tempo, evitando decisões patrimoniais concentradas em um único período.
“Quando o planejamento começa cedo, a família ganha mais liberdade para tomar decisões ao longo do tempo. O importante não é apenas adquirir um imóvel, mas construir uma estratégia que acompanhe a evolução das necessidades e preserve a capacidade de investimento”, destaca Lucindo.
Transformar desejos futuros — como morar, investir ou deixar um patrimônio para os filhos — em planos possíveis e acompanhados de perto é o ponto central para um planejamento eficaz.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



