Autocuidado em saúde: manifesto reúne 4 pilares
Iniciativa da ACESSA propõe mais informação, prevenção e uso responsável de medicamentos para ampliar a autonomia nas decisões do dia a dia.
Autocuidado em saúde não significa substituir consultas ou abandonar o acompanhamento profissional. A proposta é entender melhor o próprio corpo, adotar hábitos preventivos, lidar com situações de baixa gravidade de maneira responsável e reconhecer quando é hora de buscar ajuda especializada. Esse é o foco do Manifesto “Pratique o Autocuidado em Saúde”, lançado pela ACESSA em 24 de julho de 2026.
A data escolhida coincide com o Dia Internacional do Autocuidado e marca o início de uma mobilização permanente sobre o tema. A iniciativa pretende ampliar o acesso a informações confiáveis, estimular decisões mais conscientes e promover o uso responsável dos Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs), além de contribuir para a sustentabilidade do sistema de saúde.
O que o manifesto propõe
O documento é voltado a cidadãos, profissionais de saúde, empresas e gestores públicos. Em vez de apresentar o autocuidado como uma solução isolada, a proposta o coloca como parte complementar da atenção à saúde, sempre baseada em informação e responsabilidade.
O manifesto está organizado em quatro pilares:
- Letramento em saúde: ampliar a circulação de informações confiáveis e baseadas em evidências para facilitar escolhas mais conscientes.
- Acesso ao autocuidado: fortalecer o acesso a informações, recursos e ferramentas que ajudem as pessoas a cuidar da saúde no cotidiano.
- Uso responsável dos MIPs: reconhecer o papel desses medicamentos em condições de baixa gravidade, desde que usados de forma consciente e correta.
- Sustentabilidade do sistema: incentivar a prevenção e práticas que favoreçam o uso mais eficiente dos serviços de saúde.
Informação também é uma forma de cuidado
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4,5 bilhões de pessoas — mais da metade da população mundial — não têm acesso a serviços essenciais de saúde. Nesse cenário, saber identificar informações de qualidade e compreender os próprios sinais e sintomas pode ajudar a população a tomar decisões mais seguras.
A OMS define o autocuidado como a capacidade de indivíduos, famílias e comunidades de promover a saúde, prevenir doenças, manter a saúde e lidar com enfermidades, com ou sem o apoio de profissionais.
“O autocuidado em saúde não substitui o acompanhamento de médicos e outros profissionais de saúde. Pelo contrário, ele complementa esse cuidado ao incentivar que as pessoas conheçam melhor seu corpo, reconheçam sinais e sintomas, adotem hábitos saudáveis e saibam quando buscar atendimento especializado”, afirma Cibele Zanotta, presidente-executiva da ACESSA.
Além do documento, o lançamento inclui uma campanha de comunicação e um vídeo institucional. A associação informa que a iniciativa busca manter o autocuidado em saúde como tema prioritário na agenda pública brasileira.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



