Biografia resgata a história de uma matriarca libanesa em Londrina

Aos 98 anos, Nádia Sahão terá sua trajetória narrada em livro que reúne memórias familiares e parte da história do Norte do Paraná.

As memórias de uma mulher que ajudou a preservar tradições libanesas em Londrina ganharam forma de livro. “Nádia Sahão – Uma matriarca libanesa” conta a trajetória da pioneira de 98 anos, sua família e a construção de uma vida marcada pela culinária, pela gastronomia típica e pela chegada de imigrantes ao Norte do Paraná.

Escrita pelo jornalista e escritor Fábio Luporini, a biografia será lançada em 29 de julho, às 17h, no Museu Histórico Padre Carlos Weiss, em Londrina. Nádia estará no evento e assinará alguns dos exemplares vendidos no local.

Uma história familiar que também retrata Londrina

Publicado pela Editora Engenho das Letras, o livro tem 202 páginas e combina as memórias da protagonista com entrevistas realizadas com amigos e familiares. Muitos dos depoimentos ajudam a reconstruir não apenas a vida de Nádia, mas também lembranças de uma cidade que se desenvolveu a partir da chegada de diferentes famílias e comunidades.

A narrativa acompanha a trajetória da família Sahão e de Assad Sahão, marido de Nádia, que ficou viúva ainda jovem. O enredo também aborda a experiência de imigrantes que chegaram a Londrina na década de 1950, período em que o município era conhecido pela força da produção cafeeira e pelas oportunidades de crescimento.

“Esse livro resgata a história de uma família e, ao mesmo tempo, representa e reflete as memórias de muitas famílias pioneiras que chegaram ao Norte do Paraná no início da década de 1950”, afirma Fábio Luporini, autor da biografia.

Da culinária libanesa às lembranças de quase um século

Nádia já era conhecida por compartilhar receitas e tradições da culinária libanesa quando o projeto da biografia começou a ser desenvolvido. Luporini conta que a ideia surgiu depois de conhecê-la em uma entrevista relacionada ao primeiro livro de receitas da matriarca.

O convencimento para que ela aceitasse contar a própria história aconteceu durante um encontro no Museu Histórico de Londrina. Segundo o autor, Nádia inicialmente disse que não teria muito o que narrar, mas logo começou a compartilhar episódios de sua vida.

“Um dia fui mestre de cerimônias em um evento organizado por Ricardo no Museu Histórico de Londrina. Encontrei-me com dona Nádia na plataforma onde estacionavam os trens e onde embarcavam e desembarcavam os passageiros. Disse a ela que queria escrever um livro sobre a vida dela. Ela argumentou que não tinha muita história para contar. Mas em cinco minutos contou algumas delas”, relata.

O lançamento será aberto ao público no Museu Histórico Padre Carlos Weiss, localizado na Rua Benjamin Constant, 900. A obra propõe um encontro entre memória pessoal, herança cultural e história regional, com foco em uma mulher que se tornou referência para sua família e para a preservação de tradições libanesas em Londrina.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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