Geração Z valoriza salário, mas prioriza equilíbrio entre vida pessoal e trabalho
Pesquisa revela que 56% dos jovens preferem pedir demissão se o trabalho afetar seu bem-estar
Para a Geração Z, o salário é importante, mas não suficiente para garantir satisfação no trabalho. Uma pesquisa realizada pela Caju em parceria com a Consumoteca aponta que 56% dos jovens preferem pedir demissão quando o trabalho interfere em sua vida pessoal, evidenciando a crescente valorização do equilíbrio entre vida profissional e bem-estar.
Esse comportamento ocorre em um contexto de alta competitividade no mercado de trabalho brasileiro. Conforme a 33ª edição do Índice de Confiança da Robert Half (ICRH), 84% dos recrutadores consideram difícil ou muito difícil contratar profissionais qualificados atualmente. A pesquisa foi realizada entre 5 e 30 de janeiro de 2026, com 1.161 profissionais de diversas regiões do país, incluindo recrutadores, empregados e desempregados.
Salário e estabilidade financeira ainda são prioridades
Embora 84% dos jovens da Geração Z apontem a estabilidade financeira como sua maior preocupação, o estudo revela que eles não estão dispostos a sacrificar a saúde mental ou o tempo livre em troca de dinheiro. O trabalho é identificado como o segundo maior motivo de ansiedade entre esses jovens, o que reforça a necessidade de jornadas e responsabilidades claras, além de maior flexibilidade.
Benefícios corporativos alinhados às necessidades reais
Os benefícios oferecidos pelas empresas também precisam acompanhar as demandas dessa geração. Alimentação e mobilidade representam mais de 80% dos gastos com benefícios, com destaque para o uso crescente de aplicativos de delivery e transporte. Além disso, benefícios relacionados à saúde mental, como psicoterapia, e à educação têm ganhado espaço, indicando a importância de pacotes flexíveis e personalizados para atrair e reter talentos.
Perspectivas desafiadoras para o recrutamento
Para os próximos seis meses, a expectativa é de que a dificuldade para contratar profissionais qualificados persista. Segundo o ICRH, 64% dos recrutadores acreditam que o cenário continuará o mesmo, enquanto 30% preveem uma piora. Apenas 20% das empresas planejam aumentar o ritmo de contratações, refletindo a cautela diante do cenário econômico.
Assim, conquistar e manter profissionais qualificados dependerá cada vez mais de oferecer condições de trabalho que respeitem a vida pessoal e promovam o bem-estar, especialmente para a Geração Z, que valoriza esses aspectos tanto quanto a remuneração.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



