Como as redes sociais influenciam a autoestima na adolescência
Mudanças no Instagram destacam a importância do diálogo e do pensamento crítico entre jovens
O Instagram implementou mudanças para diminuir a exposição repetitiva de adolescentes a conteúdos relacionados a dieta, corpo e fitness. Essa iniciativa evidencia um tema cada vez mais urgente: o impacto das redes sociais na construção da autoestima e da imagem corporal durante a adolescência, período marcado por transformações e pela busca por pertencimento.
Maria Klien, psicóloga e mestre em Psicologia, ressalta que o ambiente digital é parte integrante da vida dos jovens. É nesse espaço que muitos adolescentes aprendem, se expressam, constroem vínculos e começam a formar sua identidade. Por isso, a experiência online deve ser considerada com a mesma atenção dedicada a outros ambientes de convivência.
Comparação e padrão único
A adolescência naturalmente envolve comparações, mas o problema surge quando essas comparações se concentram em um único padrão de beleza ou desempenho físico. A exposição repetida a conteúdos sobre aparência, emagrecimento ou performance corporal pode levar o adolescente a acreditar que aquele modelo é uma expectativa universal.
Esse processo reduz a diversidade e cria a sensação de que existe apenas uma forma correta de ser, parecer ou viver. Muitas vezes, essa influência ocorre de forma inconsciente, fazendo com que o jovem se sinta inadequado sem compreender a origem dessa insegurança.
O papel das plataformas e do diálogo
Para Maria Klien, as iniciativas das plataformas digitais são um passo importante para ampliar as perspectivas dos usuários, mas não substituem o diálogo entre adolescentes, familiares e educadores. Diversificar os conteúdos não significa limitar escolhas, mas oferecer uma visão mais ampla da realidade.
É fundamental conversar sobre autoestima, imagem corporal, autenticidade e a diferença entre inspiração e comparação. Ensinar os jovens a questionar o que veem nas redes sociais e a entender que essas plataformas mostram recortes selecionados da realidade ajuda a construir uma relação mais saudável com o ambiente digital.
- Identificar quais padrões aparecem com mais frequência no feed;
- Discutir a diferença entre inspiração e comparação;
- Valorizar referências diversas de corpos, estilos e experiências;
- Observar como determinado conteúdo afeta o humor e a percepção de si mesmo.
Maria Klien destaca que o maior desafio não é proteger os adolescentes das redes sociais, mas ajudá-los a desenvolver uma relação equilibrada com elas. O algoritmo influencia essa dinâmica, mas o diálogo e o fortalecimento da autoestima são essenciais para o bem-estar emocional dos jovens.
Maria Klien é psicóloga e mestre em Psicologia, com atuação focada em questões relacionadas ao medo e à ansiedade. Ela também é criadora do projeto Psicologia da Moda, que explora a relação entre comportamento, identidade, vestuário e subjetividade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



