Dia do Cérebro: 5 hábitos que protegem a saúde cerebral
No Dia Mundial do Cérebro, especialistas reforçam como hábitos, diagnóstico precoce e acompanhamento médico ajudam a preservar a autonomia
O envelhecimento da população coloca a saúde cerebral no centro das discussões sobre qualidade de vida. Celebrado em 22 de julho, o Dia Mundial do Cérebro reforça a importância de cuidar desde cedo de fatores que podem influenciar a memória, a cognição e a autonomia ao longo dos anos.
Segundo projeções do IBGE mencionadas no material divulgado pela Prati-Donaduzzi, o Brasil poderá ter mais de 65 milhões de pessoas com 60 anos ou mais em 2050, o equivalente a cerca de 30% da população. Com esse cenário, doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, tendem a ganhar ainda mais relevância para o sistema de saúde e para as famílias.
Quais hábitos ajudam a cuidar do cérebro?
O envelhecimento do cérebro acompanha o envelhecimento do corpo, mas alguns fatores relacionados ao estilo de vida podem ser modificados. A neurologista Larissy Degani, da equipe de Prescrição Médica da Prati-Donaduzzi, destaca a importância de observar a rotina de forma ampla.
- Controlar a pressão arterial, o diabetes e o peso;
- Manter uma alimentação equilibrada;
- Praticar exercícios físicos regularmente;
- Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool;
- Cuidar do sono e da saúde emocional;
- Estimular o cérebro por meio de atividades cognitivas.
“O processo de envelhecimento do corpo não acontece da mesma forma para todas as pessoas. Existem fatores que podem ser modificados e que estão diretamente relacionados ao estilo de vida. Hipertensão, diabetes, consumo excessivo de álcool, alimentação inadequada e sono de má qualidade aumentam o risco de comprometimento cognitivo”, explica a neurologista.
De acordo com o material, aproximadamente um terço dos casos de Alzheimer no mundo está associado a fatores de risco modificáveis, como hipertensão, obesidade, diabetes, sedentarismo, tabagismo, depressão e baixa escolaridade.
O que diz o estudo FINGER?
As recomendações também são relacionadas ao estudo FINGER, publicado na revista científica The Lancet. A pesquisa acompanhou idosos com maior risco de demência e avaliou uma intervenção que combinava alimentação saudável, exercícios, treinamento cognitivo e controle de fatores de risco vasculares.
Após dois anos, os participantes apresentaram melhora global da cognição 25% superior à do grupo controle. O estudo também registrou ganhos de 83% nas funções executivas e de 150% na velocidade de processamento cerebral.
Por que o diagnóstico precoce importa?
Alzheimer e Parkinson ainda não têm cura, mas o acompanhamento médico pode ajudar a controlar sintomas e preservar a funcionalidade. O tratamento pode incluir medicamentos como memantina e galantamina, além de opções para sintomas neuropsiquiátricos, sempre com indicação profissional.
“Quanto mais cedo ocorrerem o diagnóstico e o início do tratamento, maiores serão as chances de manter a qualidade de vida e a independência por mais tempo”, conclui Larissy.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



