Como incentivar a leitura nas férias por idade

Veja como transformar livros em brincadeira, conversa e vínculo durante as férias escolares, com sugestões para crianças e adolescentes de até 15 anos.

As férias escolares são um momento ideal para aproximar crianças e adolescentes dos livros, sem que a leitura se torne uma obrigação. A proposta é criar momentos compartilhados, adaptando a atividade à idade e estimulando a imaginação para tornar a experiência divertida e envolvente.

De acordo com Kamyla Garcia Leão, coordenadora do Ensino Médio do Vila Olímpia Bilingual School, a leitura desenvolve disciplina mental, autonomia e organização do pensamento. “A leitura desenvolve disciplina mental, capacidade de estudo independente e organização do pensamento”, destaca.

Até 5 anos: transforme o livro em brincadeira

Para os pequenos exploradores, a leitura deve ser uma extensão da brincadeira. Durante a leitura, imitar sons como vento, animais e veículos, e convidar a criança a participar dos efeitos sonoros, ajuda a manter o interesse.

As ilustrações são ferramentas importantes para explorar o mundo visual da criança. Apontar personagens, contar elementos da página e perguntar sobre cores são formas de estimular a observação. Após a leitura, a brincadeira pode continuar com desenhos, músicas ou imitações dos personagens da história.

Dos 6 aos 10 anos: incentive a criação

Nesta fase de alfabetização, é importante conectar o som das palavras à escrita e às imagens, apontando as palavras enquanto lê. Quando a criança já lê, pode assumir a leitura de parágrafos, sem pressão ou julgamentos. Em caso de erro, releia o trecho de forma natural.

Estimular a imaginação com finais alternativos, encenar capítulos favoritos ou criar jogos inspirados nas histórias também são estratégias eficazes. Montar um cantinho da leitura, como uma cabana de lençóis ou um espaço com almofadas, ajuda a criar uma rotina prazerosa, especialmente se a criança participar da criação do ambiente.

Dos 11 aos 15 anos: conecte livros aos interesses

Para pré-adolescentes e adolescentes, o desafio é fazer da leitura uma atividade interessante, não uma tarefa. Descobrir os temas que eles gostam e acompanhar títulos populares entre jovens, como os comentados por “booktokers” no TikTok, pode ser um ponto de partida para conversas e conexões.

Relacionar livros a filmes, músicas, jogos ou lugares reais presentes nas histórias amplia o interesse. Criar uma rotina de conversas sobre as leituras, seja semanalmente ou após leituras individuais, fortalece o vínculo. Nathalia Casarin, mediadora de leitura e analista de Responsabilidade Social do Instituto Positivo, ressalta que “o segredo está não em cobrar o ato de ler, mas em construir uma experiência lúdica e afetiva em que pais e filhos mergulham juntos nas histórias”.

O prazer vem antes da quantidade

Para colocar essas sugestões em prática, a família pode visitar bibliotecas públicas, sebos ou livrarias. O foco deve ser o prazer da leitura, não o cumprimento de metas rígidas de livros ou páginas. Quando a leitura vira obrigação, perde seu encanto.

Mais do que completar uma lista, o objetivo é usar as férias para criar memórias afetivas, estimular a curiosidade e mostrar que a leitura é também uma forma de convivência e descoberta.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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