Diabetes e Saúde Ocular: A Importância do Exame Anual de Fundo de Olho

Retinopatia diabética pode progredir sem sintomas; exame anual é fundamental para prevenção

Enxergar bem não significa que os olhos estejam livres dos efeitos do diabetes. A retinopatia diabética pode avançar sem dor ou alterações perceptíveis e, quando os primeiros sinais aparecem, a retina já pode estar bastante comprometida. Por isso, o exame de fundo de olho deve fazer parte do acompanhamento de quem tem a doença.

Durante o Mês da Saúde Ocular, o oftalmologista Igor Carvalho, do Hospital Oftalmos, destaca que a prevenção é decisiva para reduzir o risco de perda visual. Segundo o especialista, o exame anual pode diminuir em mais de 90% o risco de cegueira grave relacionada ao diabetes.

O que é a retinopatia diabética?

Essa condição afeta os pequenos vasos sanguíneos da retina, a estrutura responsável por captar as imagens. Com o tempo, o excesso de glicose no sangue enfraquece esses vasos, provocando vazamentos de sangue e líquido, áreas sem oxigênio e a formação de vasos anormais e frágeis.

Esse processo pode causar inchaço na mácula, região central da visão, hemorragias internas e, em casos mais graves, descolamento da retina. Como a evolução costuma ser silenciosa, a pessoa pode manter a leitura e o reconhecimento de rostos mesmo com lesões importantes.

Quais sinais exigem atenção?

Não se deve esperar o surgimento de sintomas para buscar avaliação oftalmológica. Entre os sinais que indicam a necessidade de atenção estão:

  • visão embaçada ou borrada;
  • pontos, fios ou manchas flutuando no campo visual;
  • mancha escura no centro da visão;
  • dificuldade para ler ou reconhecer pessoas;
  • perda súbita da visão, como se uma cortina cobrisse o olho.

Uma perda repentina de visão exige atendimento oftalmológico imediato. Ainda assim, a principal estratégia é investigar alterações antes que elas provoquem sintomas.

Controle clínico também protege os olhos

Manter a glicose, a pressão arterial e o colesterol sob controle ajuda a reduzir as complicações oculares, mas não substitui o exame de fundo de olho. As medidas são complementares: o acompanhamento clínico contribui para prevenir danos, enquanto a avaliação oftalmológica identifica alterações precoces.

Manter a hemoglobina glicada abaixo de 7% pode reduzir o risco de retinopatia em cerca de 35%. Além disso, controlar a pressão arterial abaixo de 130 por 80 diminui aproximadamente 37% do risco de edema macular.

Tratamentos dependem do estágio da doença

As opções incluem o controle rigoroso do diabetes, aplicações intraoculares de medicamentos anti-VEGF para reduzir o inchaço na mácula, laser de fotocoagulação para tratar áreas comprometidas, corticoides intraoculares e, em casos graves, cirurgia de vitrectomia para remover hemorragias ou reposicionar a retina.

A recuperação da visão perdida pode ocorrer em alguns casos, especialmente quando o dano é recente, mas não é garantida. O principal objetivo do tratamento é interromper a progressão da doença e preservar a visão existente.

Para quem tem diabetes, a recomendação central é manter o acompanhamento regular com endocrinologista e oftalmologista, mesmo quando a visão parece normal.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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