Exercícios ajudam idosos a preservar a autonomia
Atividade física fortalece músculos, melhora o equilíbrio e pode reduzir riscos de quedas e doenças durante o envelhecimento.
Atividades simples, como levantar da cama, caminhar até o mercado ou subir escadas, podem se tornar mais difíceis com o avanço da idade. Quando o sedentarismo faz parte da rotina, a perda de massa muscular, o comprometimento do equilíbrio e a redução da capacidade funcional tendem a acelerar — afetando diretamente a autonomia na terceira idade.
Por isso, manter uma rotina de exercícios é apontado por especialistas como uma das estratégias para envelhecer com mais segurança e independência. O tema ganha relevância diante do crescimento da população brasileira com 60 anos ou mais, cenário que reforça a importância de hábitos associados ao envelhecimento ativo.
Movimento também é prevenção
De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas idosas devem realizar entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física moderada ou entre 75 e 150 minutos de atividade intensa. A recomendação também inclui exercícios de fortalecimento muscular e práticas que trabalhem equilíbrio e coordenação motora.
Esses cuidados podem contribuir para a prevenção de quedas e para o controle de condições como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e osteoporose. A atividade física também está associada à redução do risco de declínio cognitivo, além de favorecer o sono e a convivência social.
“Envelhecer não significa perder autonomia. Grande parte dessa capacidade pode ser preservada quando o idoso mantém uma rotina de exercícios, alimentação equilibrada e acompanhamento médico regular. O movimento ajuda a controlar doenças crônicas, reduz o risco de quedas e contribui para que a pessoa continue independente por muito mais tempo”, afirma Vilson Campos, especialista em geriatria e coordenador de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco.
Qual exercício escolher?
Não existe uma modalidade única indicada para todas as pessoas idosas. Caminhada, musculação, hidroginástica, pilates, dança, ciclismo e exercícios funcionais podem fazer parte da rotina, desde que sejam adaptados às condições clínicas, aos objetivos e às limitações de cada indivíduo.
Para Fabiano Nazar, coordenador do curso de Educação Física da instituição, a prática regular ajuda a preservar força muscular, equilíbrio, mobilidade e resistência. “Muitas pessoas acreditam que envelhecer significa perder naturalmente a capacidade de realizar atividades do dia a dia. Na realidade, grande parte dessa perda está relacionada ao sedentarismo”, avalia.
Começar com segurança
O especialista também destaca que evitar todo esforço físico por medo de lesões pode ser um equívoco. A falta de movimento favorece a perda de massa muscular, reduz a densidade óssea e a capacidade cardiorrespiratória, além de aumentar o risco de quedas.
A orientação profissional é importante para definir a intensidade e os tipos de exercícios mais adequados. Mais do que buscar desempenho, o objetivo é manter a independência pelo maior tempo possível — com movimento compatível com a realidade e a saúde de cada pessoa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



