Menos horas de trabalho podem aumentar a produtividade

Estudo aponta que jornadas reduzidas favorecem criatividade, inovação e até lucros maiores nas empresas.

Reduzir a jornada de trabalho pode ir muito além de um benefício para o bem-estar dos funcionários. Segundo a pesquisa conduzida por Rodrigo de Barros na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), menos horas na rotina podem significar mais produtividade, mais criatividade e, em alguns casos, melhores resultados financeiros para as empresas.

O tema chega em um momento de debate sobre a escala 6×1 no Congresso e conversa diretamente com uma preocupação de muitos ambientes corporativos: como inovar sem sobrecarregar equipes?

Pressão demais atrapalha a criação

De acordo com o estudo, a criatividade depende de aprendizagem, experimentação e desenvolvimento humano. Isso exige tempo e condições cognitivas adequadas. Em ambientes marcados por medo, insegurança, excesso de interrupções e hiperconectividade, as pessoas tendem a priorizar soluções imediatas, em vez de pensar em inovação de longo prazo.

A pesquisa desenvolveu um modelo que avalia o impacto direto da “pressão temporal e criatividade” e resultou na criação do protótipo do Sistema Web MACI, que realiza diagnósticos automatizados e recomenda intervenções para o RH e lideranças.

Menos horas, mais foco

Rodrigo de Barros destaca que a inovação não nasce da repetição contínua de tarefas, mas da capacidade de construir novas conexões cognitivas e resolver problemas complexos. Na prática, jornadas excessivas e mensagens constantes podem reduzir justamente a habilidade mais valorizada no futuro do trabalho: a criatividade.

O estudo também aponta que o estresse prolongado eleva a produção de cortisol, hormônio ligado aos mecanismos de sobrevivência, prejudicando funções como planejamento estratégico, memória de longo prazo, aprendizado e pensamento criativo.

Experiências internacionais em países como Islândia, Japão, Nova Zelândia e Reino Unido, que adotaram a redução da jornada, mostraram ganhos em produtividade, satisfação das equipes e desempenho financeiro.

O que as empresas podem fazer

Em vez de apenas cortar horas, a pesquisa defende redesenhar processos: eliminar reuniões desnecessárias, simplificar fluxos de decisão e proteger períodos de concentração profunda. A inovação depende menos de tecnologia isolada e mais do desenvolvimento contínuo das capacidades humanas.

O avanço da inteligência artificial também é destacado. Com mais tarefas repetitivas sendo automatizadas, ganham valor competências como pensamento crítico, colaboração e capacidade de formular novas perguntas.

Para Rodrigo, a discussão sobre jornada deixa de ser apenas trabalhista e passa a ser estratégica: em uma economia baseada no conhecimento, investir em descanso, aprendizagem e criatividade pode ser uma das formas mais eficientes de aumentar resultados.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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