Emagrecimento com canetas exige dieta de qualidade

Especialista alerta que reduzir a fome não basta: manter proteína, fibras, hidratação e acompanhamento profissional é essencial.

As chamadas canetas emagrecedoras mudaram a forma como muita gente encara a perda de peso, mas o recado dos especialistas é claro: comer menos não significa emagrecer melhor. Quando a redução do apetite não vem acompanhada de uma dieta nutritiva, o resultado pode ser perda de massa muscular, carências nutricionais e dificuldade para manter o peso no longo prazo.

Menos fome, mas não necessariamente melhor alimentação

Segundo o médico gastroenterologista e cirurgião geral Mauro Lúcio Jácome, um dos principais erros é apostar só na diminuição das calorias. As canetas reduzem o apetite e retardam o esvaziamento gástrico, o que pode ajudar no processo de emagrecimento. Mas, sem orientação adequada, muitas pessoas passam a pular refeições ou a escolher alimentos com pouco valor nutricional.

Nesse cenário, o organismo pode até perder peso, mas também ficar mais vulnerável a sinais como fadiga, fraqueza, queda de cabelo, dificuldade de concentração e redução do desempenho físico. A restrição prolongada também favorece a perda de massa magra, o que diminui o gasto energético do corpo.

Proteína, fibras e água entram na rotina

Para o especialista, a proteína merece atenção especial durante o tratamento. Ela ajuda a preservar a massa muscular, participa da recuperação dos tecidos, da produção de hormônios e do funcionamento do sistema imunológico. Já as fibras, presentes em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas, contribuem para o intestino, aumentam a saciedade e ajudam no controle da glicemia.

A hidratação também precisa ser observada. Como alguns pacientes sentem menos sede durante o uso desses medicamentos, cresce o risco de desidratação. Por isso, a rotina deve incluir água ao longo do dia e refeições que ofereçam nutrientes de verdade, não apenas menos comida no prato.

Emagrecer com segurança pede acompanhamento

Mauro Lúcio Jácome reforça que o tratamento medicamentoso é apenas uma parte do processo. De acordo com ele, o uso das canetas pode ser uma oportunidade para reeducar o comportamento alimentar, mas os resultados mais consistentes e seguros dependem de uma equipe multidisciplinar.

Na prática, isso inclui médico, nutricionista, educador físico e, quando necessário, psicólogo. O objetivo não é só reduzir gordura, mas preservar massa muscular, evitar desnutrição e diminuir o risco de reganho de peso depois.

Para quem usa esse tipo de medicação, a mensagem central é simples: o remédio ajuda, mas a qualidade da dieta continua sendo parte essencial do resultado.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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