Tecnologia impulsiona produção de leite na pecuária de precisão
Sensores, automação e análise de dados transformam fazendas brasileiras e movimentam mercado global até 2030
Produzir mais leite atualmente vai além de genética, alimentação e manejo. Nas fazendas brasileiras, tecnologias como sensores, automação e análise de dados têm se tornado essenciais para monitorar os animais, reduzir falhas e aumentar a eficiência da produção.
De acordo com a MarketsandMarkets, o mercado global de pecuária de precisão deve alcançar US$ 12,12 bilhões até 2030, o que equivale a aproximadamente R$ 67 bilhões. Esse crescimento reflete a integração cada vez maior da tecnologia no cotidiano do campo.
Fazendas conectadas como indústrias
Marcos Stoppa, diretor da Reymaster Materiais Elétricos, destaca que as fazendas estão se aproximando do conceito de indústria conectada. Sensores monitoram a temperatura dos animais, sistemas acompanham equipamentos em tempo real, softwares antecipam falhas e etiquetas inteligentes organizam os ativos espalhados pela propriedade.
Essa transformação foi evidenciada na 52ª Expoleite, realizada em Arapoti (PR), onde soluções de infraestrutura elétrica e automação dividiram espaço com máquinas agrícolas e outras tecnologias para o campo. O interesse dos participantes concentrou-se em ferramentas que ajudam a reduzir perdas e melhorar a rastreabilidade dos processos.
Redução de paradas e aumento da eficiência
Destaques do evento incluíram as rotuladoras industriais Brother e etiquetas laminadas para identificação de painéis elétricos, máquinas e ativos industriais. Embora simples, esses recursos facilitam a manutenção e diminuem erros operacionais.
Quando os equipamentos estão corretamente identificados, a manutenção é mais rápida e a operação ganha eficiência. Em plantas industriais e cooperativas, isso significa menos tempo parado e maior produtividade.
Monitoramento ambiental e bem-estar animal
A tecnologia também atua no ambiente dos animais, com sensores que acompanham temperatura, ventilação, luminosidade e outras variáveis que influenciam o conforto térmico e a produção de leite.
Rafael Martins de Oliveira, promotor de iluminação técnico de edificações da Reymaster, ressalta que pequenos desvios ambientais podem comprometer a produtividade do rebanho. A tecnologia permite que o produtor identifique e corrija esses fatores antes que causem prejuízos.
Além disso, a digitalização conecta equipamentos, sistemas de manutenção, dispositivos de automação e plataformas de gestão, tornando a propriedade mais eficiente e baseada em dados em tempo real.
Essa evolução também muda o perfil dos profissionais envolvidos na cadeia leiteira, com maior participação de engenheiros, equipes de manutenção, profissionais de Planejamento e Controle da Manutenção (PCM) e especialistas em tecnologia da informação, todos buscando soluções para aumentar a confiabilidade operacional.
Em resumo, a competitividade da pecuária leiteira está cada vez mais ligada à infraestrutura tecnológica, automação e gestão baseada em dados.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



