Pizza pode caber numa alimentação saudável

Nutricionista explica por que a frequência, os ingredientes e as combinações da refeição fazem mais diferença que a pizza em si.

No Dia da Pizza, celebrado em 10 de julho, vale olhar para além da fama de “vilã”: segundo a nutricionista Camila Alho, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a pizza pode, sim, fazer parte de uma alimentação saudável. O ponto central não é cortar o prato da rotina, e sim observar com que frequência ele aparece, quais ingredientes entram na receita e o que costuma acompanhar a refeição.

O que pesa mais: a pizza ou o hábito?

De acordo com a especialista, nenhum alimento isolado determina a saúde de uma pessoa. O que faz diferença é o conjunto das escolhas alimentares ao longo do tempo. Por isso, quando o dia a dia é baseado em alimentos frescos e pouco processados, uma refeição com pizza tende a não representar problema por si só.

Esse alerta ganha relevância diante do avanço do excesso de peso no país. Dados recentes do Ministério da Saúde mostram que 62,6% da população adulta brasileira apresenta excesso de peso, condição associada ao aumento do risco de hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas.

Quais pizzas pedem mais atenção

O cuidado aumenta quando a pizza concentra grandes quantidades de embutidos, bacon, calabresa, queijos gordurosos, molhos industrializados e bordas recheadas. Esses itens elevam o valor calórico da refeição e também a ingestão de sódio e gorduras saturadas, associadas ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares quando consumidas em excesso.

A combinação do prato também conta. Refrigerantes, bebidas alcoólicas, porções fritas e sobremesas aumentam ainda mais a carga calórica e reduzem a qualidade nutricional da refeição.

Como deixar a refeição mais equilibrada

Algumas escolhas simples ajudam a montar uma pizza mais leve sem abrir mão do sabor:

  • optar por massas de fermentação natural ou integrais;
  • incluir mais vegetais entre os recheios;
  • reduzir a quantidade de queijos;
  • priorizar proteínas magras;
  • controlar as porções;
  • comer com atenção, sem distrações, para perceber melhor a saciedade.

Para pessoas com diabetes, hipertensão, colesterol elevado ou doenças cardiovasculares, a recomendação é redobrar a atenção ao teor de sódio e gordura das coberturas. Nesses casos, pequenas adaptações podem permitir o consumo sem comprometer o tratamento.

No fim das contas, a orientação é simples: não existe alimento proibido para quem busca uma alimentação saudável. O que importa é a frequência de consumo e o padrão construído diariamente. Em datas comemorativas e momentos de lazer, a pizza pode entrar no cardápio — desde que com escolhas conscientes.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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