Rock e cérebro: por que a música faz bem
No Dia Mundial do Rock, neurologistas explicam como a música ativa memória, emoção, atenção e até circuitos de recompensa no cérebro.
No Dia Mundial do Rock, celebrado em 13 de julho, a ciência destaca que a música é muito mais que uma trilha sonora: é um estímulo poderoso para o cérebro. Neurologistas da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) explicam que ouvir música ativa simultaneamente áreas ligadas à emoção, memória, atenção, linguagem e movimento.
Isso significa que até o rock pesado, quando desperta identificação e prazer, pode mobilizar uma ampla rede cerebral e promover sensações de bem-estar. Pesquisas em neurociência indicam que, ao ouvir uma música marcante, o cérebro ativa estruturas como o córtex pré-frontal, o sistema límbico e o núcleo accumbens — região associada ao circuito de recompensa.
Prazer, memória e conexão emocional
Segundo a coordenadora do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da ABN, Dra. Elisa de Paula França Resende, a música “engaja diversas áreas cerebrais simultaneamente, fortalecendo redes e vias neurais relacionadas a processos sensoriais, motores, emoção, afeto e memória”.
Esse mecanismo ajuda a explicar por que certas canções ficam na memória, alteram o humor ou resgatam lembranças com intensidade. A música estimula a liberação de dopamina, neurotransmissor ligado ao prazer, motivação e sensação de recompensa.
Quando a música entra na reabilitação
A música também é usada em hospitais e centros de reabilitação como estratégia complementar. A musicoterapia pode auxiliar na comunicação, coordenação motora, funções cognitivas e qualidade de vida de pessoas com doenças neurológicas.
Dra. Elisa destaca que “as intervenções musicais são particularmente benéficas na reabilitação motora após AVC. A estimulação auditiva rítmica melhora distúrbios da marcha, e a terapia de entonação melódica é utilizada com sucesso na reabilitação de pacientes com afasia não fluente”.
Além do AVC, há evidências de benefícios em casos de doença de Parkinson, demências, Alzheimer e comprometimento cognitivo. Nesses quadros, a música pode melhorar humor, funções cognitivas, reabilitação motora e sintomas comportamentais.
Um aliado, não um substituto
A ABN reforça que a música não substitui tratamentos médicos, mas é uma importante aliada na promoção da saúde cerebral. Incorporar momentos de escuta musical na rotina pode ajudar no equilíbrio emocional e estimular diferentes circuitos neurais ao longo da vida.
Assim, a mensagem é clara: aquilo que emociona também pode beneficiar o cérebro. E o rock, com sua intensidade e potência, está entre os estímulos que vão muito além do entretenimento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



