ICMS zero pode aquecer logística de cargas em Londrina
Prorrogação da isenção até 31 de dezembro de 2026 deve beneficiar a cadeia do agronegócio e ampliar a demanda por transporte no Paraná
A prorrogação da isenção do ICMS para produtos, insumos e operações ligadas à atividade agropecuária até 31 de dezembro de 2026 deve reforçar a cadeia do agronegócio no Paraná e abrir espaço para mais movimento no transporte de cargas. A medida foi mantida pelo Governo do Estado por meio do Decreto nº 13.158 e também alcança a prestação de serviço de transporte intermunicipal de cargas dentro do Paraná.
Na prática, o incentivo pode reduzir custos em uma etapa decisiva do escoamento da produção, especialmente em uma região em que agroindústria, cooperativas, produtores rurais e centros de distribuição dependem de uma logística eficiente para circular mercadorias com agilidade.
A força do agro na economia regional
Os números ajudam a explicar o impacto da decisão. Segundo dados recentes do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), as exportações do complexo soja somaram 6,72 milhões de toneladas nos primeiros cinco meses de 2026, alta de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em Londrina, o peso do setor também aparece na balança comercial. Em 2025, o município exportou US$ 916,1 milhões, com produtos do reino vegetal respondendo por 69,7% desse total. Já os produtos das indústrias alimentares representaram outros 22%, de acordo com dados do MDIC/Comex Stat.
Mais demanda para transporte e logística
Para Marcelo Aguiar, diretor regional da unidade de Londrina do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR Londrina), a manutenção do benefício tributário tende a gerar reflexos diretos sobre a logística regional. Ele avalia que, quando produtores e indústrias têm um ambiente tributário mais estável e previsível, há mais confiança para investir, ampliar a produção e movimentar negócios.
Segundo o dirigente, isso se traduz em mais demanda por transporte rodoviário, armazenagem, distribuição e serviços logísticos. A tendência também alcança empresas ligadas à manutenção de frota, tecnologia, segurança operacional e gestão de cargas.
Infraestrutura ainda pesa no resultado
Apesar do cenário positivo, o setor defende que os ganhos tributários precisam vir acompanhados de melhorias estruturais. O transporte rodoviário, segundo o SETCEPAR Londrina, já investe em tecnologia, rastreamento, gestão operacional, segurança e renovação de frota, mas o avanço depende também de rodovias em boas condições, acessos adequados, mão de obra qualificada e processos mais eficientes.
Na avaliação da entidade, a combinação entre incentivo econômico, melhoria dos corredores rodoviários e maior integração entre poder público e iniciativa privada será essencial para ampliar a competitividade regional e transformar a vantagem tributária em resultado duradouro para o Norte do Paraná.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



