Check-up cardiológico: quando fazer e por que variar
Sociedade de Cardiologia do RS orienta que a prevenção do coração deve considerar idade, histórico familiar e fatores de risco, sem regra única
Muita gente só procura o cardiologista quando sente algo, mas o coração pode dar sinais silenciosos por bastante tempo. Segundo orientação da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS), o check-up cardiológico não deve seguir uma regra única: ele precisa considerar idade, histórico familiar, sintomas e fatores de risco.
Nem todo mundo precisa dos mesmos exames
A ideia de prevenção cardiovascular vai além de “fazer exames de rotina”. A avaliação médica ajuda a identificar alterações como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, excesso de peso, arritmias e sinais de doença arterial antes que surjam complicações mais graves.
De forma geral, adultos jovens sem sintomas e sem fatores de risco devem manter acompanhamento clínico periódico, com aferição da pressão arterial, análise de peso, hábitos de vida e exames laboratoriais quando indicados. Já quem tem histórico familiar de infarto precoce, morte súbita, hipertensão, colesterol alto, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo ou doença renal precisa começar mais cedo e com maior regularidade.
O que muda após os 40 anos
A partir dos 40 anos, a avaliação de risco cardiovascular ganha mais peso, porque o médico passa a olhar o conjunto da história clínica para definir se há necessidade de exames adicionais. Isso pode incluir eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico ou uma avaliação mais detalhada das artérias, conforme o perfil de cada pessoa.
A American Heart Association (AHA) recomenda que a pressão arterial seja verificada em consultas regulares ou ao menos uma vez por ano quando estiver abaixo de 120/80 mmHg. Para o colesterol, a orientação é avaliar a cada quatro a seis anos em adultos de risco habitual, com mais frequência quando o risco cardiovascular está aumentado.
Sintomas que não devem ser ignorados
A SOCERGS alerta que dor ou aperto no peito, falta de ar, palpitações, tontura, desmaio, cansaço desproporcional, inchaço nas pernas ou queda de rendimento físico exigem avaliação médica em qualquer idade. O mesmo vale para quem pretende iniciar atividade física intensa, especialmente se está sedentário há muito tempo ou já tem fatores de risco.
Entre idosos e pacientes com hipertensão, arritmias, insuficiência cardíaca, doença coronariana, diabetes ou colesterol elevado, o acompanhamento costuma ser mais próximo e definido pelo cardiologista. Nesses casos, o objetivo é controlar fatores de risco, ajustar tratamentos e prevenir complicações.
Prevenção começa antes dos sintomas
Mais do que um exame isolado, o check-up cardiológico deve ser visto como parte de uma rotina de cuidado. Alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do peso, sono adequado, abandono do tabagismo, redução do álcool e acompanhamento médico são medidas que ajudam a proteger o coração ao longo da vida.
Em caso de suspeita de doença ou de risco cardiovascular, a orientação é procurar um cardiologista.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



