Casa afetiva e brasileira: o que mudou no morar

ArqDecor & Casa Que Quero 2026 destaca ambientes mais acolhedores, com identidade, convivência e integração entre design e funcionalidade.

Memória afetiva, identidade brasileira e bem-estar estão entre os temas que mais apareceram na leitura da De Bacco sobre a ArqDecor & Casa Que Quero 2026, realizada em Francisco Beltrão (PR). A mostra reforça uma tendência clara: a casa segue mais bonita, sim, mas também mais acolhedora, funcional e cheia de significado.

Em vez de ambientes excessivamente neutros ou apenas decorativos, os projetos apresentados apontam para espaços com personalidade, materiais naturais e soluções que se encaixam de forma discreta no dia a dia. A cozinha, por exemplo, ganha status de ambiente completo, reunindo cocção, refrigeração, preparo e limpeza em uma proposta integrada.

Casa com identidade, não só com tendência

Segundo a De Bacco, a arquitetura observada na mostra valoriza menos excesso e mais autenticidade. A ideia é criar ambientes que expressem quem vive ali, sem abrir mão de desempenho e praticidade.

“Percebemos que a arquitetura está priorizando ambientes com mais identidade e menos excessos. Nesse cenário, os produtos precisam se integrar ao projeto de forma natural, conciliando desempenho, design e discrição. Essa é uma característica que apareceu de forma recorrente nos ambientes da ArqDecor”, afirma Melissa Rossini, gerente de marketing da marca.

Entre os destaques, a memória afetiva aparece como inspiração em projetos que resgatam lembranças familiares, histórias pessoais e referências de origem. Madeira, cerâmica, iluminação acolhedora e materiais naturais ajudam a construir essa atmosfera mais sensível e próxima da rotina real.

O toque brasileiro aparece nos detalhes

Outro ponto forte é a valorização da identidade brasileira. Tons terrosos, obras de arte, acabamentos naturais e peças artesanais reforçam uma estética mais autêntica, conectada à cultura local e ao jeito brasileiro de habitar a casa.

Essa leitura aparece, por exemplo, na Cozinha Morada, assinada por Ederson Bonamigo, que combina materiais naturais, atmosfera acolhedora e soluções contemporâneas. Já o ambiente Origens, Tempo e Identidade, de Alany Teles, revisita a forma ancestral de armazenar vinhos em uma releitura atual.

Convivência e bem-estar ganham espaço

A mostra também reforçou a importância dos ambientes pensados para receber. Áreas gourmet, rooftops, home cinemas, pubs e salas de jogos surgem como respostas ao desejo de viver a casa de forma mais compartilhada, confortável e prática.

Ao mesmo tempo, até os espaços tradicionalmente ligados às tarefas do dia a dia passam a receber mais atenção, com soluções que tornam a rotina mais agradável e elevam a experiência dentro de casa.

No fim, a mensagem da ArqDecor & Casa Que Quero 2026 é direta: a casa contemporânea não precisa escolher entre beleza e função. Ela pode, e talvez deva, reunir memória, afeto, tecnologia e convivência no mesmo projeto.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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