Câncer de intestino: 8 mitos e verdades

Especialista explica sinais de alerta, fatores de risco e por que o diagnóstico precoce faz diferença no tratamento.

O câncer de intestino deve ultrapassar 53 mil novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar de ser uma doença frequente, ainda existem muitas dúvidas que podem atrasar o diagnóstico, momento em que o tratamento tem maior chance de sucesso.

O que observar no dia a dia

Também conhecido como câncer colorretal, esse tumor se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto, com incidência crescente a partir dos 50 anos. Cerca de 90% dos casos têm origem em pólipos que, se não identificados e tratados, podem se tornar malignos ao longo do tempo.

O oncologista Artur Ferreira, da Oncoclínicas, destaca sinais de alerta como constipação, diarreia, afilamento das fezes, sensação de evacuação incompleta, sangue nas fezes, dores abdominais, perda de peso sem causa aparente, fraqueza, fadiga e massas palpáveis no abdômen.

Fatores de risco que merecem atenção

Entre os fatores que aumentam o risco estão dietas ricas em alimentos ultraprocessados e carnes vermelhas, baixa ingestão de vegetais, sobrepeso, obesidade, sedentarismo, tabagismo e doenças inflamatórias intestinais como a retocolite ulcerativa. Fatores hereditários também influenciam, porém em menor grau.

Em muitos casos, o câncer de intestino é curável, especialmente quando diagnosticado precocemente. O rastreamento adequado, como a colonoscopia, pode identificar a doença em fase pré-cancerosa, antes do surgimento dos sintomas.

8 mitos e verdades sobre o câncer de intestino

1. Toda pessoa com câncer de intestino precisa usar colostomia. Mito. A colostomia é indicada apenas em alguns casos específicos, como após cirurgias de emergência ou tumores localizados no canal anal ou parte baixa do reto.

2. Intestino preso aumenta o risco. Depende. Embora a constipação possa teoricamente aumentar o risco devido ao maior tempo de contato com substâncias carcinogênicas, não é um fator clássico e os estudos são conflitantes.

3. Homens têm mais propensão. Verdade. Globalmente, homens apresentam maior incidência de câncer colorretal, embora a diferença não seja suficiente para alterar as diretrizes de rastreamento por sexo.

4. Se houver pólipo, o câncer é certo. Mito. A maioria dos pólipos não evolui para câncer, mas devem ser removidos e analisados para prevenção.

5. Excesso de carne vermelha e processada faz mal. Verdade. Consumo elevado desses alimentos está associado a maior risco, conforme relatório da Organização Mundial da Saúde de 2015.

6. Se não dói, não precisa se preocupar. Mito. O câncer pode ser silencioso, especialmente em fases iniciais, e a ausência de dor não exclui a doença.

7. O câncer sempre dá sintomas no começo. Mito. Muitas vezes, os sintomas surgem tardiamente, dificultando o diagnóstico precoce.

8. O rastreamento é importante quando bem indicado. Verdade. A colonoscopia pode detectar lesões precoces e prevenir o desenvolvimento do câncer.

Em resumo, alterações intestinais persistentes não devem ser ignoradas. Buscar avaliação médica e seguir recomendações de rastreamento são passos fundamentais para aumentar as chances de tratamento eficaz.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 66 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar