GARN transforma inseguranças em bolsas autorais

Marca brasileira criada por Giovana une couro de pirarucu, formas orgânicas e inspiração amazônica em peças de design contemporâneo.

O que começou como uma relação pessoal com a própria imagem virou uma marca brasileira de bolsas com forte identidade estética. A GARN, criada pela diretora criativa Giovana, natural de Manaus e hoje baseada no Rio de Janeiro, aposta em design autoral, formas orgânicas e matérias-primas brasileiras — com destaque para o couro de pirarucu.

Mais do que um acessório, cada peça nasce como uma espécie de objeto de design. A marca combina construção artesanal, linhas esculturais e texturas naturais para criar bolsas pouco convencionais, pensadas para quem busca peças com presença e significado.

Da Itália à Amazônia: a origem da GARN

A ideia da GARN surgiu durante um curso em Firenze, na Itália, cidade reconhecida pelo trabalho artesanal em couro. Foi nesse ambiente criativo, somado à relação de Giovana com a moda desde nova, que nasceu o desejo de transformar sensibilidade pessoal em marca.

As origens amazonenses também têm papel central nessa construção. A conexão com a natureza, a fauna e as referências regionais aparece na estética da GARN e reforça a ligação entre design brasileiro contemporâneo e identidade amazônica.

Insegurança virando criação

A história da marca também carrega um ponto íntimo: as inseguranças de Giovana influenciaram sua forma de se vestir e de se enxergar. Para ela, roupa sempre foi linguagem, uma extensão emocional.

“Me vestir sempre foi um ato de expressão pessoal que reflete meu estado interno”, conta.

Essa reflexão aparece de forma simbólica na Nez, primeira peça da GARN. A bolsa surgiu a partir de uma antiga insegurança estética relacionada ao nariz e foi ressignificada como inspiração criativa. O resultado é uma peça que traduz a estética orgânica da marca e mostra como memória pessoal também pode virar design.

Design, consumo consciente e produção artesanal

No processo criativo, a matéria-prima vem primeiro: é ela que orienta o desenho e dá origem aos shapes singulares da marca. O resultado são peças com curvas, volumes e construções menos óbvias, que se aproximam de objetos de arte ou design de colecionador.

Além do visual, a GARN também propõe uma reflexão sobre consumo consciente na moda contemporânea, valorizando processos artesanais, produções menores e escolhas alinhadas a valores mais duradouros.

“A GARN para mim é sobre autenticidade, expressão e explorar o inusitado, se conectar, sentir texturas e vestir formas curiosas”, finaliza Giovana.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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