Exportações de dispositivos médicos crescem em maio

Vendas externas do setor avançam 7,09% enquanto importações caem 5,8% no mês

As exportações brasileiras de dispositivos médicos registraram crescimento em maio de 2026, avançando 7,09% em relação ao mesmo mês do ano anterior, interrompendo uma sequência de quedas nos primeiros meses do ano. Em contrapartida, as importações do setor recuaram 5,8% no mesmo período, marcando a segunda queda consecutiva após o recuo de 3,66% em abril.

Apesar do desempenho positivo em maio, o acumulado entre janeiro e maio ainda apresenta desafios para a indústria nacional. As exportações somaram US$ 407,4 milhões, uma redução de 15,52% em comparação com os cinco primeiros meses de 2025. Já as importações totalizaram US$ 4,7 bilhões, crescimento de 5,86% no mesmo intervalo, mantendo o déficit comercial do setor.

Setores que impulsionaram as exportações

O crescimento das exportações em maio foi impulsionado por três das quatro verticais da indústria de dispositivos médicos. A vertical de reabilitação destacou-se com alta de 28,54%, seguida por odontologia, que cresceu 20,54%, e laboratório, com aumento de 13,61%. A única retração ocorreu na vertical médico-hospitalar, que teve queda de 1,78%, embora continue sendo a principal responsável pelas vendas externas, com US$ 54,3 milhões exportados no mês.

Os Estados Unidos mantiveram-se como o principal destino dos dispositivos médicos brasileiros, seguidos por Argentina, Suíça, Chile e México. Entre os produtos mais exportados estão artigos e aparelhos ortopédicos, sacos, bolsas e cartuchos de polímeros de etileno, categutes esterilizados para suturas cirúrgicas, instrumentos para odontologia e válvulas cardíacas.

Importações e principais fornecedores

Nas importações, apenas a vertical de odontologia apresentou crescimento, com alta de 8,81%. As demais verticais registraram queda: reabilitação caiu 29,92%, médico-hospitalar recuou 5,09% e laboratório teve redução de 4,29%.

A Alemanha foi o principal fornecedor de dispositivos médicos ao mercado brasileiro em maio, seguida por Estados Unidos, China, Irlanda e Suíça. Os produtos importados concentram-se em itens de maior complexidade tecnológica, como produtos imunológicos acondicionados para venda a retalho, reagentes de diagnóstico ou laboratório, sondas, cateteres, cânulas e instrumentos para medicina, cirurgia, análises e ensaios.

Larissa Gomes, gerente de Projetos e Marketing da ABIMO, comentou que, apesar do cenário desafiador no acumulado do ano, os resultados de maio indicam uma possível reversão da tendência negativa observada nos primeiros meses de 2026, ressaltando a importância de acompanhar essa movimentação para avaliar a competitividade da indústria nacional frente aos concorrentes internacionais.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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