Estudantes do Paraná simulam debates da ONU em Curitiba

Cerca de 150 alunos participam do SesiMUN 2026, com debates sobre inteligência artificial, sustentabilidade, segurança internacional e trabalho

Negociar acordos, defender posições diplomáticas e discutir soluções para desafios globais não é algo comum na rotina de adolescentes. Mas, nos dias 25 e 26 de junho, cerca de 150 estudantes do Colégio Sesi vão viver exatamente essa experiência no SesiMUN 2026, simulação da Organização das Nações Unidas realizada no Campus da Indústria, em Curitiba.

A proposta coloca os jovens no papel de representantes de diferentes países para debater temas que já fazem parte do presente — e não só do futuro — como inteligência artificial, segurança internacional, sustentabilidade e as transformações no mundo do trabalho. A atividade segue modelos acadêmicos internacionais e faz parte da formação construída pelo Clube de Simulações da ONU do Colégio Sesi.

Aprender a argumentar, negociar e ouvir

Antes de entrar nos comitês, os participantes precisam estudar contextos históricos, entender posicionamentos políticos, analisar cenários econômicos e preparar estratégias de negociação. Na prática, a dinâmica funciona como um laboratório de formação humana e profissional, em que os estudantes exercitam oratória, pensamento crítico, liderança e capacidade de construir consensos.

Entre as participantes está Bárbara de Mello, que destaca o papel da escola nessa preparação. Segundo ela, a formação recebida no Colégio Sesi ajudou a desenvolver competências como pesquisa, comunicação e pensamento crítico, fundamentais para acompanhar os debates.

“A formação que recebo no Colégio Sesi contribuiu muito para que eu me sentisse preparada para participar de uma simulação da ONU. Ao longo da minha trajetória escolar, fui incentivada a desenvolver o pensamento crítico, a pesquisa e a comunicação, competências fundamentais para compreender temas complexos e defender argumentos nos debates”, afirmou.

Ela também ressalta a importância de discutir assuntos que impactam o mundo real: “o que mais me motiva no SESIMUN é a oportunidade de discutir temas que impactam diretamente a sociedade e o futuro do mundo. Participar desses debates me permite ampliar meus conhecimentos, desenvolver uma visão mais global e compreender melhor os desafios enfrentados por diferentes países e populações”.

Experiência que amplia repertório

O estudante Gustavo Tzezak da Silva também vai participar da simulação e conta que a vivência ajuda a olhar o mundo por outros pontos de vista. Para ele, aprender a considerar realidades diferentes desenvolve empatia e capacidade de negociação.

“Em iniciativas como esta, você aprende a olhar para um tema a partir da perspectiva de outro país, de outra cultura e, muitas vezes, de uma realidade completamente diferente da sua. Isso desenvolve empatia, pensamento crítico e capacidade de negociação”, disse.

Gustavo também relatou que as simulações ajudaram em sua própria trajetória pessoal. “Quando entrei no Colégio Sesi eu era uma pessoa muito tímida. As simulações me ajudaram a desenvolver confiança, aprender a dialogar com pessoas diferentes e defender ideias. Foi uma experiência que mudou minha forma de enxergar o mundo e até as possibilidades para o meu futuro”.

Parceria internacional e protagonismo estudantil

O SesiMUN conta com apoio do CIFAL Curitiba, centro internacional afiliado ao Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (UNITAR). Para o superintendente do Sesi Paraná e diretor do CIFAL Curitiba, Hugo Molina, a iniciativa fortalece uma educação conectada aos desafios contemporâneos.

Ele afirma que, ao lidar com temas globais de forma colaborativa, os estudantes desenvolvem competências essenciais para a vida em sociedade. “Quando os estudantes entram em contato com temas globais e precisam construir soluções de forma colaborativa, eles desenvolvem competências fundamentais para atuar em uma sociedade cada vez mais interdependente. São experiências que ampliam repertórios, fortalecem o diálogo e estimulam a participação cidadã”.

Segundo o professor Tiago Cantuario da Silveira, a simulação transforma conteúdos escolares em prática. “Durante as simulações, os estudantes assumem o papel de diplomatas e passam a atuar diretamente na construção dos debates. Eles precisam pesquisar, argumentar, negociar e buscar soluções para problemas complexos, compreendendo que grandes desafios globais exigem cooperação, diálogo e responsabilidade coletiva”, afirmou.

Mais do que uma atividade acadêmica, o SesiMUN reforça uma aprendizagem que acompanha os estudantes além da escola: saber ouvir, dialogar e construir soluções em conjunto para um mundo cada vez mais interconectado.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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