Safra recorde da soja pode aquecer imóveis de luxo
Com estimativa de 174,1 milhões de toneladas em 2026, o agronegócio volta ao radar do mercado imobiliário de alto padrão.
A projeção de uma safra recorde de soja em 2026 pode fazer o dinheiro do campo circular além das lavouras. Segundo estimativa divulgada pelo IBGE, a produção nacional deve chegar a 174,1 milhões de toneladas, e esse cenário pode aumentar os aportes de produtores rurais no mercado imobiliário de luxo.
O olhar recai especialmente sobre o litoral norte catarinense, uma das regiões mais valorizadas do país. De acordo com o corretor Bruno Cassola, que atua há quase duas décadas no setor, mais de 30% de sua clientela vem do agronegócio, principalmente do Centro-Oeste. A leitura dele é que uma parte desse capital pode migrar para imóveis como forma de preservar patrimônio e buscar valorização.
Por que o agro olha para imóveis?
Na avaliação do especialista, o produtor rural costuma tomar decisões com foco objetivo em patrimônio, rentabilidade e segurança. Em anos de safra forte, quando há boa combinação entre produtividade, demanda internacional e preço do grão, cresce a chance de parte desse excedente ser direcionada a ativos reais, como imóveis bem localizados.
Bruno Cassola afirma que o agronegócio historicamente investe em imóveis no Sul, seja como segunda moradia, seja como forma de diversificar investimentos. Ele também relaciona o movimento ao cenário econômico mais cauteloso, com queda da Selic e o clima de atenção em torno das eleições de 2026.
Litoral catarinense no radar
O litoral de Santa Catarina aparece como destaque nessa movimentação porque reúne cidades com forte valorização do metro quadrado. Segundo o Índice FipeZap, quatro das cinco cidades mais caras do país estão na região. Balneário Camboriú segue no topo do ranking nacional, com valor médio de R$ 15.215 por metro quadrado residencial.
Para Cassola, esse tipo de mercado atrai o investidor do agro por reunir escassez de terrenos, demanda qualificada e histórico de valorização. Nesse contexto, o imóvel de luxo entra como proteção de capital e também como investimento de longo prazo.
O cenário ainda carrega um fator de cautela global, com tensões internacionais e incertezas econômicas influenciando a postura de investidores. Mesmo assim, a perspectiva é de que uma safra forte abra espaço para novos aportes no setor imobiliário, especialmente em regiões que já têm reputação consolidada entre compradores de alto padrão.
Na prática, a colheita não movimenta apenas o campo: ela também pode influenciar onde o capital vai parar depois da safra.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



