Dia Mundial do Refugiado: trabalho e recomeço na indústria paranaense
Programa Indústria Acolhedora promove inclusão e desenvolvimento de migrantes e refugiados
Celebrado em 20 de junho, o Dia Mundial do Refugiado ressalta a importância do acolhimento e da inclusão social para migrantes e refugiados que buscam recomeçar suas vidas no Brasil. No Paraná, o Programa Indústria Acolhedora, desenvolvido pelo Sistema Fiep por meio do Sesi Paraná, tem sido fundamental para conectar empresas e trabalhadores migrantes e refugiados, promovendo ações de acolhimento, integração e desenvolvimento profissional.
Trabalho como caminho para autonomia e pertencimento
Recomeçar em um novo país envolve desafios que vão além da busca por emprego, incluindo barreiras linguísticas, diferenças culturais e a distância da família. O trabalho formal surge como uma oportunidade para reconstruir projetos de vida, conquistar autonomia financeira e integrar-se socialmente.
Aline Calefi, gerente de Responsabilidade Social do Sesi Paraná, destaca que o Programa Indústria Acolhedora apoia as empresas na criação de ambientes inclusivos e preparados para a diversidade. Segundo ela, “acolhimento e competitividade caminham juntos”, pois equipes diversas ampliam a capacidade de inovação e fortalecem a cultura organizacional, beneficiando tanto as empresas quanto os trabalhadores.
Diversidade que fortalece equipes e resultados
Um exemplo prático é a Fiasul Indústria de Fios, em Toledo, que já contava com trabalhadores migrantes antes do programa, mas aprimorou seus processos de integração e acolhimento com o apoio da iniciativa. Atualmente, cerca de 47% dos colaboradores da Fiasul são migrantes ou refugiados.
Karen Brinker, gerente de Gestão de Pessoas da Fiasul, observa que a diversidade trouxe equipes mais colaborativas e preparadas para conviver com diferentes culturas e experiências. Ela ressalta que as maiores barreiras nem sempre são técnicas, mas relacionadas à comunicação e adaptação, e que superá-las transforma diferenças em oportunidades de troca e crescimento.
Histórias de recomeço e superação
Joanky Saavedra, venezuelano que chegou ao Brasil pela fronteira de Roraima e seguiu para Toledo, relata que ser acolhido no trabalho fez toda a diferença em sua adaptação. Após regularizar sua documentação, iniciou na Fiasul, enfrentando a saudade da família e as diferenças culturais com o apoio dos colegas.
Outro exemplo é Kazi Hasan, que enfrentou o desafio da comunicação em português, mas encontrou acolhimento desde o primeiro dia na empresa. Para ele, o emprego representa a possibilidade de ajudar financeiramente sua família e construir um futuro melhor.
Abdou Khoule também encontrou na indústria uma oportunidade para garantir estabilidade e autonomia, mantendo o vínculo com sua esposa, filho e familiares mesmo à distância.
Inclusão como estratégia de competitividade
A experiência da Fiasul demonstra que investir em integração e saúde emocional é parte essencial da construção de equipes preparadas para os desafios atuais e futuros. A qualidade das relações humanas impacta diretamente indicadores como produtividade, segurança, engajamento e retenção de talentos.
O Programa Indústria Acolhedora, ao aproximar empresas, trabalhadores e instituições parceiras, contribui para ampliar oportunidades e fortalecer ambientes de trabalho inclusivos em todo o Paraná. No Dia Mundial do Refugiado, essas histórias reforçam que acolher é reconhecer talentos, abrir caminhos e criar condições para que diferentes trajetórias prosperem, beneficiando trabalhadores, empresas e a sociedade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



