Obras sustentáveis no Paraná reduzem lixo e desperdício

AGL zera envio de sobras para aterros com gestão eficiente em Curitiba

Canteiros de obras sustentáveis começam a se consolidar na construção civil paranaense. Em Curitiba, a AGL Incorporadora afirma ter zerado o envio das sobras das obras para aterros sanitários em seus empreendimentos, adotando um modelo de gestão que prioriza a separação na origem, rastreabilidade e destinação correta dos resíduos.

Implementação do modelo “lixo zero”

Essa experiência está em andamento nos multirresidenciais Moní, Kóra e Mytá, sendo os dois últimos em parceria com a incorporadora ALTMA. Os resíduos são separados por tipo ainda no canteiro, com caçambas específicas e coleta realizada por um único operador, evitando a mistura dos materiais.

O processo permite acompanhar todo o ciclo dos resíduos, desde a geração até a destinação final. Parte do entulho é encaminhada para cooperativas de reciclagem e empresas especializadas, que transformam os materiais em agregados reutilizáveis, como areia e brita. Os resíduos não reaproveitáveis são destinados ao coprocessamento, sendo utilizados como insumo energético em atividades industriais.

Gestão é o diferencial para sustentabilidade

Especialistas ressaltam que o principal desafio para a sustentabilidade nas obras não está na tecnologia, mas na gestão eficiente. Iago de Oliveira, consultor de sustentabilidade da Bloco Base, parceira da AGL, destaca que já existem obras que reciclam praticamente todo o material gerado, evidenciando a importância da organização e capacitação das equipes.

A engenheira de Planejamento da AGL, Liz Magnaguagno, explica que o controle dos resíduos é realizado desde a origem até a destinação final. Janaína Pissinati, gerente comercial da Forte Coleta de Resíduos, prestadora de serviços para a AGL, destaca que obras com gestão estruturada se diferenciam pelo nível de controle, padronização e rastreamento, utilizando documentos como o Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) para acompanhar cada carga.

Impactos positivos além do canteiro

Além de reduzir o desperdício e o volume de resíduos enviados a aterros, a iniciativa contribui para a diminuição das emissões de gases, economia de recursos naturais e redução dos impactos no entorno urbano. Segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a construção civil é responsável por 60% dos resíduos sólidos urbanos e mais de 30% do consumo energético e das emissões globais.

O avanço das certificações ambientais, conhecidas como selos verdes, também impulsiona a adoção de práticas sustentáveis, avaliando a gestão de resíduos, qualidade do ar e prevenção de impactos em corpos hídricos. Decisões tomadas antes do início das obras, como a escolha de materiais de baixo carbono, uso da modelagem 3D colaborativa (BIM) e fornecedores locais, complementam essa estratégia.

O exemplo paranaense demonstra que canteiros de obras podem ser mais limpos, organizados e inteligentes, com menos descarte e maior reaproveitamento de materiais.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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