Reconstrução areolar ajuda mulheres após o câncer
Flávia Souza apresentou em Portugal a técnica Aréola Thera®, voltada à reconstrução hiper-realista da aréola em pacientes oncológicas.
A brasileira Flávia Souza levou a Portugal uma técnica que vem ganhando espaço no cuidado com a autoestima de mulheres que passaram por câncer de mama e cirurgias reconstrutivas. Em participação na WULOP Portugal, congresso internacional de estética e micropigmentação, ela apresentou a Aréola Thera®, método de reconstrução areolar hiper-realista criado para recriar visualmente a aréola mamária de forma natural e personalizada.
Uma técnica que vai além da estética
Especialista em micropigmentação paramédica e campeã mundial na área, Flávia explicou no evento como a técnica combina conhecimentos de anatomia, colorimetria e efeitos tridimensionais para ajudar mulheres que tiveram a região alterada por mastectomias, reconstruções mamárias e outras intervenções cirúrgicas.
O foco, segundo o material divulgado, não é apenas estético. A proposta é também emocional: oferecer uma alternativa para que a paciente volte a se reconhecer diante do espelho depois de um período marcado por doença, tratamento e mudanças no corpo.
Câncer de mama e impacto na imagem corporal
O tema ganha relevância porque o câncer de mama segue entre os maiores desafios de saúde feminina no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é hoje o tipo de câncer mais comum entre as mulheres, com cerca de 2,3 milhões de novos casos e aproximadamente 670 mil mortes por ano.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima mais de 73 mil novos casos anuais. Em Portugal, são registrados mais de 9 mil diagnósticos por ano, conforme a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Em ambos os países, a doença lidera as estatísticas de incidência entre as mulheres.
Mesmo com avanços importantes no tratamento e na sobrevida, muitas pacientes seguem lidando com cicatrizes, alterações de pigmentação e assimetrias que afetam a percepção da própria imagem. É nesse ponto que a micropigmentação paramédica pode atuar como ferramenta complementar de recuperação.
Reconhecimento internacional e relatos de pacientes
Com seis anos de atuação na área, Flávia afirma ter construído sua trajetória unindo técnica, acolhimento e resultados hiper-realistas. Ela resume a dimensão humana do trabalho ao dizer: “Quando uma mulher olha para o espelho depois de vencer um câncer, ela não quer apenas ver uma cicatriz. Ela quer se reconhecer novamente. A reconstrução areolar devolve parte da identidade, da feminilidade e da confiança que muitas vezes foram abaladas durante o tratamento. Meu trabalho vai além da estética e ajuda a transformar uma marca de dor em um símbolo de superação”.
Os relatos de pacientes reforçam esse impacto. Maria Luisa Marques, 53 anos, disse: “Depois de tudo o que vivi com o câncer, achei que nunca mais me sentiria completa. Quando vi o resultado, chorei. Pela primeira vez em muitos anos consegui olhar para mim sem lembrar apenas da doença”. Já Marilei Ribeiro do Vale, 51 anos, afirmou: “Eu sobrevivi ao câncer, mas ainda não me reconhecia. A reconstrução da aréola foi o último passo da minha jornada. Foi quando senti que realmente tinha voltado a ser eu”.
A apresentação em Portugal reforça o reconhecimento internacional da micropigmentação paramédica brasileira e amplia o debate sobre abordagens que unem saúde, bem-estar e qualidade de vida para mulheres em recuperação.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



