Cannabis medicinal: 6 mitos e verdades que importam

Especialista esclarece dúvidas sobre uso terapêutico, indicações e crescimento do setor no Brasil.

O uso de medicamentos à base de cannabis vem ganhando espaço no Brasil, impulsionado pelo aumento de pacientes, pela evolução das pesquisas científicas e pela chegada de novas empresas ao setor. Apesar disso, o tema ainda é cercado de dúvidas e preconceitos — e foi justamente para separar fato de mito que especialistas reuniram os principais esclarecimentos sobre o assunto.

Medicinal não é o mesmo que recreativo

Um dos equívocos mais comuns é tratar cannabis medicinal e uso recreativo como se fossem a mesma coisa. Não são. Segundo a farmacêutica Juliana Komel, co-CEO da ALKO do Brasil e especialista em cannabis medicinal, os produtos terapêuticos passam por controle de qualidade, têm concentrações específicas dos compostos ativos e são usados com prescrição e acompanhamento profissional.

Ela resume a diferença de forma direta: “O tratamento medicinal utiliza formulações padronizadas, com controle de qualidade farmacêutico e acompanhamento profissional. Não estamos falando do uso recreativo da planta”.

CBD dá efeito psicoativo?

Outra dúvida recorrente é sobre o canabidiol, o CBD. A resposta, de acordo com o material, é não: o CBD não é responsável pelos efeitos psicoativos associados à cannabis. Esse efeito está ligado principalmente ao THC, que pode ou não estar presente nos produtos, conforme a indicação terapêutica e a regulamentação vigente.

Quando a cannabis pode ser usada?

Há evidências científicas que sustentam o uso de canabinoides em condições como epilepsias refratárias, dores crônicas, espasticidade associada à esclerose múltipla, náuseas relacionadas a tratamentos oncológicos e determinados transtornos neurológicos. As pesquisas também avançam em áreas como ansiedade, distúrbios do sono, autismo e doenças neurodegenerativas.

Mas isso não significa que a cannabis substitua qualquer medicamento. Cada paciente tem uma necessidade, e a decisão deve ser médica. “Não existe fórmula única. A decisão sempre deve ser tomada pelo médico, considerando o histórico clínico e os objetivos terapêuticos de cada paciente”, diz Juliana.

O setor cresce, mas o preconceito continua

O Brasil já reúne centenas de milhares de pacientes que utilizam produtos à base de cannabis mediante prescrição médica. O avanço regulatório, a ampliação do conhecimento médico e a entrada de novos fabricantes ajudam a explicar esse crescimento.

Mesmo assim, muitos pacientes ainda enfrentam resistência e desinformação. Para os especialistas, informação de qualidade é o caminho para reduzir estigmas e ampliar o acesso de quem pode se beneficiar dessas terapias. “A informação de qualidade é a principal ferramenta para separar mitos da realidade”, conclui Juliana Komel.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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