Ozempic e Mounjaro: médicos alertam sobre automedicação

Uso dos medicamentos cresce no Brasil, mas especialistas reforçam que eles exigem avaliação clínica, dose gradual e acompanhamento.

O aumento do uso de Ozempic e Mounjaro para emagrecimento acendeu um alerta entre médicos no Brasil. Inicialmente indicados para o tratamento do diabetes tipo 2, esses medicamentos passaram a ser usados com foco na perda de peso — muitas vezes sem acompanhamento profissional, o que pode trazer riscos importantes à saúde.

Quando o remédio deixa de ser só “para emagrecer”

Segundo o médico Dr. Rafael de Castro Del Reis Conversani (CRM 49203/PR), um dos principais problemas é a banalização desses fármacos. Ele explica que o risco começa quando o medicamento é tratado como uma solução simples, sem investigação prévia de condições que podem contraindicar o uso ou exigir monitoramento mais rigoroso.

Entre os pontos que precisam ser avaliados antes do início do tratamento estão histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide ou síndrome MEN2, episódios prévios de pancreatite, doenças renais, retinopatia diabética, além de situações como gestação planejada e uso concomitante de insulina ou sulfonilureias.

O perigo da dose errada

Outro ponto de atenção é a forma de iniciar o tratamento. A titulação desses medicamentos deve ser feita de maneira gradual para reduzir efeitos colaterais, principalmente os gastrointestinais. Quando essa etapa não é respeitada, aumenta a chance de intolerância e complicações.

Os remédios são indicados, em geral, para adultos com IMC igual ou acima de 30 kg/m², ou IMC igual ou acima de 27 kg/m² quando há ao menos uma comorbidade relacionada ao peso, como hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes tipo 2, apneia obstrutiva do sono ou doença cardiovascular.

Sinais de alerta que pedem atendimento rápido

Durante o uso, alguns sintomas exigem atenção imediata. O médico cita:

– dor abdominal intensa e persistente, especialmente se irradiar para as costas, com ou sem náuseas e vômitos;
– incapacidade de ingerir líquidos, tontura, fraqueza e redução do volume urinário;
– queda da glicemia e episódios de visão turva.

Na presença desses sinais, a orientação é buscar atendimento médico rapidamente.

Telemedicina pode ajudar no acompanhamento

Com a procura crescente por esse tipo de tratamento, a telemedicina aparece como uma aliada para o acompanhamento responsável. Segundo o médico, a consulta online pode ajudar a definir se há indicação para uso, diferenciar o tratamento para diabetes ou obesidade, orientar sobre dose inicial e escalonamento, além de revisar o histórico clínico e sinalizar possíveis alertas.

Mesmo eficazes, Ozempic e Mounjaro não são isentos de riscos. O recado dos especialistas é claro: automedicação não combina com medicamentos de ação sistêmica e impacto metabólico. O cuidado individualizado segue sendo indispensável para quem quer perder peso com segurança.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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