Sono ruim pode afetar a saúde: sinais e cuidados
Especialista explica como noites mal dormidas impactam o corpo, quais doenças podem estar associadas e o que ajuda a melhorar o descanso.
Dias agitados, excesso de informações e a rotina acelerada têm dificultado o descanso de muita gente. Mas dormir mal não é apenas um incômodo passageiro: o sono tem relação direta com a saúde e pode influenciar desde o humor até doenças cardiovasculares.
O coordenador da área de Medicina do Sono da Inspirali Pós Medicina, Dr. Renan Iegoroff, destaca que uma boa noite de sono não depende apenas do momento em que a pessoa se deita. Segundo ele, o que acontece ao longo do dia também interfere no descanso noturno.
O que a medicina do sono avalia
A área investiga diferentes distúrbios, como ronco, apneia obstrutiva e central do sono, hipoventilação, alterações do ritmo circadiano, insônia, síndrome das pernas inquietas, bruxismo, terror noturno, sonambulismo e distúrbios de comportamento durante o sono REM.
Entre os principais pontos de atenção, estão os distúrbios respiratórios e a insônia, considerados problemas frequentes e que merecem avaliação especializada quando os sintomas se repetem.
Quando o sono começa a afetar o corpo
Segundo o médico, o sono ruim está relacionado a diversos problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, além de quadros neurodegenerativos como Parkinson e Alzheimer. Ele também aponta relação com depressão, dor e dificuldade de atenção.
Outro alerta importante é a apneia obstrutiva do sono, associada ao aumento do risco de infarto agudo do miocárdio e apontada como uma das principais causas de hipertensão arterial refratária na população brasileira.
Sinais de que vale investigar
Nem sempre o problema aparece apenas à noite. Irritabilidade, presenteísmo, absenteísmo, sonolência durante o dia, medo de dormir, angústia ao se aproximar da hora de deitar e pesadelos podem ser sinais de que o sono não está saudável.
O especialista também lembra que o tempo ideal de sono varia conforme a faixa etária. Bebês precisam dormir mais; adolescentes tendem a sentir sono mais tarde; e idosos costumam ter sono mais curto e mais superficial.
O que ajuda a dormir melhor
Entre as orientações citadas estão reduzir o tempo de tela à noite, diminuir cafeína, álcool e tabaco, e entender que o quarto deve ser um ambiente voltado ao sono. Em alguns casos, o tratamento pode incluir terapia cognitivo comportamental para insônia, uso de CPAP, aparelhos orais, terapia fonoaudiológica e acompanhamento fisioterapêutico.
Para o especialista, o sono deve ser encarado como parte do cuidado com a saúde. Afinal, passamos cerca de 33% da vida dormindo — e esse tempo tem impacto direto no funcionamento do corpo e da mente.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



