Coração e futebol: exames antes da pelada importam
Especialistas alertam que emoção intensa e retorno ao futebol sem avaliação podem exigir atenção ao coração e aos exames preventivos.
Em clima de Copa do Mundo, especialistas alertam para um ponto que muita gente esquece: emoção demais e volta ao futebol sem avaliação prévia podem exigir atenção ao coração. A recomendação vale tanto para quem acompanha jogos decisivos com o coração acelerado quanto para quem decidiu retomar a pelada de fim de semana.
Quando a emoção pesa no corpo
Segundo a cardiologista Fernanda Erthal, do laboratório Bronstein e da clínica CDPI, partidas com muita tensão podem representar um desafio adicional para o sistema cardiovascular, especialmente em pessoas com fatores de risco ou doenças cardíacas ainda não diagnosticadas. Ela explica que a descarga de adrenalina pode aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial, e, em quem já tem vulnerabilidade, isso pode favorecer sintomas ou eventos agudos.
Os sinais de alerta que merecem atenção incluem desconforto ou dor no peito, falta de ar desproporcional ao esforço, palpitações persistentes, tonturas e episódios de desmaio. Ao perceber esses sintomas, a orientação é procurar avaliação médica.
Prevenção começa antes do susto
A prevenção é o centro da orientação dos especialistas. Fernanda lembra que muitas doenças cardiovasculares evoluem silenciosamente por anos, o que torna o acompanhamento regular ainda mais importante. Ela destaca que controlar fatores como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade e tabagismo ajuda a reduzir riscos.
Em alguns casos, exames complementares e métodos de imagem cardiovascular podem ser indicados para refinar a avaliação e orientar medidas preventivas de forma individualizada.
Exames laboratoriais também contam
Para a endocrinologista Rosita Fontes, do laboratório Sérgio Franco, alterações como diabetes e colesterol alto podem danificar os vasos sanguíneos sem dar sinais imediatos. Por isso, ela recomenda que a prevenção inclua análises laboratoriais simples, como glicemia de jejum, hemoglobina glicada e perfil lipídico completo, com colesterol LDL, HDL e triglicerídeos.
Esses exames ajudam a identificar riscos que muitas vezes passam despercebidos até um check-up tardio. Em outras palavras: cuidar do coração não começa na emergência, mas no acompanhamento regular.
Antes de voltar aos gramados
O futebol, por ser um esporte intermitente e de alta intensidade, exige mais do sistema cardiovascular. O cardiologista Breno Giestal, do Alta Diagnósticos, no Rio de Janeiro, explica que a avaliação médica deve fazer parte do planejamento de quem quer voltar a jogar, especialmente pessoas sedentárias ou com mais de 35, 40 anos.
De acordo com ele, a base da prática segura inclui anamnese, exame físico e eletrocardiograma. Conforme a idade, o histórico e a intensidade pretendida, outros exames como teste ergométrico, ergoespirometria e ecocardiograma podem ser solicitados.
No fim, a mensagem dos especialistas é simples: preparar o coração antes de exigir esforço do corpo é uma forma de aproveitar a Copa e o futebol com mais segurança e menos sustos.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



