Quedas em idosos crescem e acendem alerta em 2026

Atendimentos ambulatoriais por quedas somaram 14.044 em janeiro e fevereiro de 2026, segundo dados do Ministério da Saúde.

As quedas continuam sendo um dos maiores riscos para a saúde dos idosos, e os dados mais recentes indicam um aumento preocupante. Segundo o Ministério da Saúde, os atendimentos ambulatoriais por quedas entre pessoas de 60 a 100 anos somaram 14.044 nos dois primeiros meses de 2026, representando um crescimento de 203,7% em relação ao mesmo período de 2024.

Essa questão ganha destaque no Dia Mundial de Prevenção de Quedas, celebrado em 24 de junho pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que visa conscientizar sobre os riscos e as consequências das quedas, especialmente na população idosa.

Impactos das quedas na saúde do idoso

Além do aumento nos atendimentos ambulatoriais, as internações hospitalares também cresceram, chegando a 8.319 procedimentos nos primeiros dois meses de 2026, contra 6.458 no mesmo período de 2024. Isso evidencia que quedas podem resultar em lesões graves, como fraturas, que comprometem a mobilidade e a qualidade de vida.

A Sociedade Brasileira do Trauma Ortopédico (SBTO) destaca que as fraturas de quadril são particularmente graves, pois podem levar a complicações como infecções, trombose e pneumonia, além de impactar significativamente a autonomia do idoso. O presidente da SBTO, Luiz Henrique Penteado da Silva, ortopedista especialista em cirurgia do quadril, ressalta que essas fraturas não devem ser vistas apenas como ossos quebrados, mas como eventos clínicos complexos que afetam a mobilidade, a autonomia e até a sobrevida, especialmente em pacientes com condições pré-existentes como osteoporose e perda muscular.

Orientações para agir após uma queda

Em caso de queda, é fundamental manter a calma e verificar se o idoso está consciente. Se houver dor intensa, dificuldade para se movimentar ou suspeita de fratura, não se deve movimentar a pessoa e é necessário buscar socorro médico imediatamente.

Se a queda parecer leve, o idoso deve ser ajudado a sentar-se e monitorado para sinais como hematomas ou dores persistentes nas horas seguintes. Caso os sintomas persistam ou piorem, é importante procurar atendimento hospitalar.

Prevenção dentro de casa

Medidas simples podem reduzir o risco de quedas, como:

  • Usar calçados antiderrapantes;
  • Evitar andar apenas de meias;
  • Remover fios soltos nos cômodos;
  • Manter a casa bem iluminada, especialmente à noite;
  • Instalar suportes e corrimãos, principalmente no banheiro;
  • Verificar e trocar a borracha da bengala, se usada;
  • Optar por pisos antiderrapantes em áreas molhadas.

Além disso, a prática regular de atividades físicas é essencial para manter força, equilíbrio e mobilidade, contribuindo para a preservação da autonomia na terceira idade.

Diante do aumento dos casos, a prevenção e o atendimento rápido são fundamentais para minimizar as consequências das quedas entre idosos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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