Ovodoação cresce no Brasil e alcança 79% de fertilização
Dados do SisEmbrio indicam alta taxa entre 2020 e 2025; especialista destaca avanços e benefícios para mulheres após os 40 anos
Entre 2020 e 2025, a ovodoação no Brasil atingiu uma taxa de fertilização de 79%, conforme dados do SisEmbrio. Nesse período, foram realizadas 93,3 mil fertilizações a partir de 118,1 mil óvulos inseminados, evidenciando o crescimento dessa técnica como uma opção para mulheres que adiam a maternidade ou enfrentam dificuldades para engravidar com seus próprios óvulos.
Importância da ovodoação para mulheres após os 40 anos
A Dra. Ana Paula Aquino, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington, destaca que a ovodoação tem se tornado uma alternativa eficaz para mulheres que não conseguem engravidar com seus próprios óvulos, especialmente após os 40 anos. “Ao utilizar óvulos de doadoras, geralmente mais jovens, é possível superar um dos principais fatores limitantes da fertilidade: a qualidade dos óvulos”, explica.
Além disso, a médica ressalta a evolução das técnicas de congelamento de óvulos, que apresentam taxas de fertilização praticamente iguais às dos óvulos frescos. Isso amplia o acesso ao tratamento e oferece maior flexibilidade no planejamento dos ciclos de fertilização.
Funcionamento da ovodoação
Na ovodoação, os óvulos de uma doadora são fertilizados em laboratório com o sêmen do parceiro da paciente ou de um doador. Após a formação dos embriões, eles são transferidos para o útero da receptora por meio da fertilização in vitro (FIV).
No Brasil, a doação de óvulos é voluntária e anônima, seguindo as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM). Geralmente, podem doar mulheres jovens, com boa saúde e exames compatíveis, até os 35 anos. As receptoras costumam ser pacientes com baixa reserva ovariana, falência ovariana precoce, menopausa, histórico de múltiplas tentativas sem sucesso ou mulheres que optaram por engravidar mais tarde.
Avanços e perspectivas
O avanço da ovodoação acompanha mudanças no perfil das pacientes e reforça a importância de discutir alternativas reprodutivas de forma aberta e informada. A técnica deixa de ser exceção e passa a ocupar um espaço cada vez mais relevante como caminho possível para a maternidade, especialmente diante do adiamento da maternidade e da queda natural da fertilidade com a idade.
Segundo a especialista, a evolução das técnicas de congelamento trouxe mais segurança e previsibilidade aos tratamentos, ampliando o acesso e dando mais flexibilidade para as pacientes. A informação e o planejamento reprodutivo são aliados fundamentais para mulheres que desejam entender melhor as possibilidades disponíveis para realizar o sonho da maternidade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



