Cubas coloridas voltam a ganhar espaço no décor
Tendência aposta em tons suaves, acabamento mate e formatos arredondados para levar personalidade a banheiros e lavabos.
As cubas coloridas estão de volta aos projetos de interiores — agora com uma leitura mais sofisticada e menos chamativa do que nos anos 1980. Em vez dos tons vibrantes que dominavam banheiros e lavabos naquela época, a tendência atual aposta em cores suaves, acabamento mate e formatos mais delicados para transformar a peça em protagonista do décor.
Quem explica essa virada é a arquiteta Mari Milani, que observa como o colorido voltou a ganhar espaço por um motivo claro: dar personalidade ao ambiente sem pesar no resultado final. Em projetos contemporâneos, a cuba deixa de ser apenas um item funcional e passa a compor a estética do espaço ao lado de revestimentos, marcenaria e metais.
Do auge nos anos 1980 ao visual mais elegante de hoje
Segundo Mari, as cubas coloridas tiveram forte presença na década de 1980, com tons como verde, rosa e caramelo. Na época, a combinação com revestimentos criava banheiros marcantes, mas também muito intensos. Já nos anos 1990, o caminho foi o oposto: peças brancas, gelo e bege claro passaram a dominar os projetos.
Agora, a arquitetura de interiores contemporânea resgata a cor com outra proposta. “A arquitetura de interiores contemporânea abriu espaço, novamente, para o colorido dentro de uma roupagem mais sofisticada”, afirma a arquiteta. Ela destaca que a escolha de uma base clara ajuda a valorizar a cuba como ponto de cor no ambiente.
Como escolher a cor da cuba
Para a especialista, o segredo está na harmonia. As opções mais atuais, segundo ela, são as de baixa saturação, em variações de azul, verde e bege, entre outras. Essas tonalidades ajudam a trazer leveza, contemporaneidade e uma estética atemporal — especialmente em espaços menores.
Já em projetos com paletas mais escuras, cubas pretas e chumbo também têm lugar garantido. A arquiteta observa que elas funcionam bem em propostas mais arrojadas e, de preferência, em banheiros amplos. No lavabo, esse tipo de escolha também pode ser interessante, já que é um ambiente de baixa permanência.
Mais design, menos monotonia
Além da cor, outro ponto que diferencia as cubas atuais é o acabamento mate, que substitui o brilho tradicional e reforça a sensação de elegância. Os formatos também acompanharam essa mudança: peças retangulares com cantos arredondados e linhas mais suaves aparecem com frequência nos projetos.
Nos ambientes assinados por Mari Milani, a cuba colorida aparece como elemento de destaque em composições com base neutra, texturas naturais, metais pretos e madeira clara. A ideia, segundo ela, é pensar a cuba como parte de um conjunto — e não como um item isolado.
Para quem quer atualizar o banheiro ou lavabo sem grandes intervenções, a tendência pode ser um caminho simples para trazer cor, leveza e identidade ao espaço.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



