Como a “Dieta de Dopamina” pode aliviar estresse trocando telas por livros
Entenda como reduzir o tempo nas redes sociais e adotar a leitura ajuda a combater ansiedade e melhora o foco no dia a dia
No Brasil, a população passa em média 9 horas diárias na internet, sendo 3 horas dedicadas exclusivamente às redes sociais, segundo pesquisa de 2025 da Bain & Company. Esse uso excessivo pode sobrecarregar o cérebro, aumentando o estresse e a ansiedade. Para combater esses efeitos, a “dieta de dopamina” propõe substituir intencionalmente parte do tempo de tela pela leitura, uma prática que ajuda a recuperar a atenção e o bem-estar mental.
A dopamina é um neurotransmissor ligado à sensação de prazer e recompensa. Nas redes sociais, ela é liberada em doses rápidas e frequentes, por meio de vídeos curtos, notificações e rolagens infinitas. Esse estímulo constante pode reduzir a tolerância à frustração e criar uma preferência por recompensas imediatas, dificultando o foco em atividades mais longas, como trabalho, estudo ou autocuidado.
Gabriela Inthurn, professora de Psicologia da UNIASSELVI, explica que o problema está no consumo exagerado desses estímulos rápidos, que “viciam” o cérebro. Ela alerta que a superexposição a conteúdos curtos e imprevisíveis cria um ambiente propício para o adoecimento mental.
Em contrapartida, a leitura exerce um efeito terapêutico e cognitivo. Ela exige atenção focada, ativa a memória de curto prazo e estimula áreas do cérebro como o córtex visual, temporal e parietal. Além disso, ao transportar a mente para outras narrativas, a leitura ajuda a “desfocar” dos problemas cotidianos, reduzindo significativamente os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, e da ansiedade.
Para incorporar a leitura na rotina e proteger a saúde mental, a especialista sugere três passos práticos:
1. Tenha um livro sempre por perto — seja físico ou digital, para facilitar o acesso nos momentos livres.
2. Escolha temas que realmente interessem e permitam um “desligar” dos problemas, tornando a leitura prazerosa.
3. Priorize a frequência em vez da duração — ler um pouco todos os dias traz mais benefícios do que longas sessões esporádicas.
Criar um ritual, como tomar um café ou chá durante a leitura, pode transformar esse momento em um espaço de relaxamento. Sobre o melhor horário para ler, não há regra fixa: o ideal é escolher um momento em que a pessoa esteja descansada, com boa iluminação e silêncio, sem prejudicar o sono.
A “dieta de dopamina” não significa eliminar as redes sociais, mas equilibrar o uso das telas com atividades que promovam o bem-estar mental. A leitura pode ser uma aliada poderosa para quem busca mais foco, calma e qualidade de vida em meio à hiperconectividade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



