52,5% dos usuários priorizam cobertura completa e preço acessível
Estudo de 2026 mostra preferência por planos básicos, regionais e custo-benefício
Um estudo inédito realizado em 2026 pela Click Planos, com base em mais de 9 mil cotações, mostra que 52,5% dos usuários de planos de saúde no Brasil priorizam opções que combinam preço acessível e cobertura completa. Essa tendência indica uma mudança estrutural no comportamento do consumidor, que busca previsibilidade financeira e uso racional dos serviços de saúde. A decisão dos consumidores não é mais guiada por marcas tradicionais, mas pela adequação do plano ao orçamento e à frequência real de uso.
O foco está em produtos que oferecem cobertura essencial para consultas, exames, internações e atendimentos de emergência, sem custos extras por serviços pouco utilizados. No ranking das operadoras mais escolhidas, a HAPVIDA lidera com 22,7% das preferências, destacando-se pela forte presença regional e planos voltados a públicos locais. Em seguida, aparece a AMIL, com 29,8% das escolhas, que mantém alcance nacional e adapta seus planos de entrada conforme a região. Operadoras menores, como PLENUM SAÚDE e QUALLITY PRO, também ganham espaço, especialmente no Distrito Federal e Paraná, onde modelos mais enxutos competem diretamente com grandes grupos.
Quatro dos cinco planos mais demandados pertencem à categoria básica, que inclui cobertura ambulatorial, hospitalar e obstétrica (AHO). Segundo Victor Reis, sócio fundador da Click Planos, essa escolha reflete uma busca racional do consumidor, que entende ser possível ter cobertura completa sem pagar por estruturas desnecessárias. Ele destaca que o público mais jovem é o principal impulsionador dessa mudança, enxergando o plano de saúde como proteção financeira de médio prazo, não como símbolo de status.
Outro aspecto importante é a regionalização do mercado. Mais de 90% das cotações concentram-se em São Paulo, Paraná e Distrito Federal, com dinâmicas distintas. Enquanto algumas regiões apresentam forte concentração em poucos produtos, outras registram crescimento acelerado de operadoras locais, indicando maior fragmentação e competitividade. Operadoras que atuam com eficiência regional, rede estruturada e custos controlados ganham vantagem competitiva.
O estudo evidencia que o mercado de planos de saúde está se tornando mais técnico, competitivo e pressionado pela eficiência. Modelos mais caros e complexos perdem relevância fora de nichos específicos, enquanto planos enxutos com cobertura completa e preço acessível se consolidam como a nova base do setor. Segundo Victor Reis, quem não oferecer custo-benefício claro tende a perder espaço, independentemente do tamanho ou da marca.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



