Lipedema no Brasil: anos de tratamentos errados e diagnóstico tardio

Lipedema afeta cerca de 10 milhões de mulheres, mas o diagnóstico tardio gera impacto emocional, financeiro e físico significativo

O lipedema é uma condição pouco reconhecida no Brasil, que afeta cerca de 10 milhões de mulheres, mas permanece subdiagnosticada. Esse atraso no diagnóstico gera um custo invisível para as pacientes, que enfrentam anos de tratamentos inadequados, desgaste emocional e prejuízos financeiros.

Leila Alves de Oliveira Lima, administradora de São Paulo, demorou quase uma década para receber o diagnóstico correto. Antes disso, passou por diversos profissionais, incluindo nutricionistas e endocrinologistas, realizou tratamentos e até cirurgia bariátrica, acreditando que o problema era apenas sobrepeso. O diagnóstico de lipedema só foi confirmado após uma indicação da ONG Movimento Lipedema e avaliação especializada.

Segundo o Dr. Fábio Kamamoto, diretor do Instituto Lipedema Brasil, o maior desafio é reduzir o tempo até o diagnóstico correto. Muitas mulheres convivem com sintomas desde a adolescência, mas só descobrem a doença após anos de tentativas frustradas e autodiagnósticos, muitas vezes por meio de informações na internet ou redes sociais.

Antes do diagnóstico, é comum que pacientes sejam tratadas erroneamente como obesas, recebendo orientações para dietas e procedimentos que não resolvem a causa real. Isso pode levar ao desenvolvimento de distúrbios alimentares e a múltiplas cirurgias desnecessárias, como no caso de varizes, sem que o lipedema seja considerado.

A falta de protocolos clínicos consolidados no sistema público de saúde brasileiro dificulta ainda mais o reconhecimento e o tratamento da doença. Sem políticas públicas específicas, o custo do lipedema recai principalmente sobre as pacientes, que arcam com gastos frequentes e enfrentam limitações físicas e emocionais.

Além do impacto financeiro, o lipedema provoca dor crônica, desconforto e limitações funcionais, afetando a qualidade de vida. O desgaste emocional é significativo, pois muitas mulheres sentem-se frustradas e com a autoestima abalada após anos sem respostas eficazes.

Aumentar a conscientização sobre o lipedema é fundamental para acelerar o diagnóstico e evitar que mais mulheres passem por essa jornada de tratamentos ineficazes. O Instituto Lipedema Brasil, pioneiro no país, trabalha para disseminar informações e mobilizar a sociedade em prol do reconhecimento e do acesso ao tratamento adequado.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 82 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar