Hipertensão silenciosa cresce entre jovens e exige prevenção
Sedentarismo, ultraprocessados e estresse elevam casos de hipertensão precoce, alerta especialista
A hipertensão arterial, tradicionalmente associada a pessoas mais velhas, tem apresentado crescimento preocupante entre jovens, muitas vezes de forma silenciosa. Com a proximidade do Dia Mundial da Hipertensão, em 17 de maio, especialistas alertam para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dessa condição que pode trazer graves consequências à saúde.
Segundo Elaine Avelar, docente de Enfermagem e coordenadora da Pós-graduação em Enfermagem em Pediatria e Neonatologia do Centro Universitário Módulo, fatores como sedentarismo, consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, obesidade, estresse, privação do sono e uso excessivo de telas contribuem para o aumento da hipertensão em faixas etárias mais jovens. Além disso, o consumo precoce de álcool, tabaco, energéticos e outras substâncias estimulantes também eleva o risco.
Dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão indicam que 30% da população brasileira é hipertensa, sendo que 5% desse total são crianças e adolescentes. A especialista destaca que determinantes sociais, como desigualdades socioeconômicas e menor acesso à educação em saúde, dificultam a adesão às ações preventivas.
O grande desafio da hipertensão precoce é sua evolução silenciosa. Quanto mais cedo a doença se instala, maior o tempo de agressão aos vasos sanguíneos e órgãos-alvo, aumentando o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal crônica ainda em idade produtiva.
Nesse cenário, a enfermagem desempenha papel fundamental na prevenção e no diagnóstico. Enfermeiros identificam fatores de risco, realizam aferições corretas da pressão arterial e monitoram continuamente os pacientes, encaminhando-os para tratamento quando necessário. A educação em saúde é essencial para que os jovens compreendam as consequências da hipertensão a longo prazo.
Para engajar esse público, Elaine Avelar recomenda estratégias educativas dinâmicas e acessíveis, com linguagem clara e acolhedora. Ações em escolas, universidades e unidades de saúde podem incentivar mudanças graduais no estilo de vida, como a prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do estresse e redução do consumo de álcool, cigarro e ultraprocessados.
Ela reforça que “a hipertensão arterial não é uma doença exclusiva dos idosos e pode atingir pessoas cada vez mais jovens, muitas vezes de forma silenciosa. Por isso, aferir a pressão arterial regularmente deve ser entendido como um cuidado básico e preventivo, mesmo na ausência de sintomas”.
Cuidar da pressão arterial é cuidar da qualidade de vida, do futuro e da saúde do coração.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



