Maternidade altera a relação das mulheres com a própria imagem
Mudanças no corpo e na rotina após o pós-parto impactam autoestima e estilo
A maternidade traz mudanças no corpo, na rotina e na identidade das mulheres, afetando diretamente a relação delas com a própria imagem e autoestima. Estudos da American Psychological Association e da Fundação Oswaldo Cruz indicam que o período pós-parto está associado a variações na autopercepção, aumento da ansiedade e sensação de inadequação. Essas transformações também se manifestam na forma de se vestir, com muitas mulheres sentindo que o armário não acompanha quem elas se tornaram.
A consultora de imagem Juliane Nascimento, da Laleju Store, explica que o desconforto não é resultado de falta de cuidado, mas da tentativa de vestir uma versão antiga de si mesma. “A mulher muda de fase, mas continua tentando vestir a versão anterior de si mesma. O desconforto vem daí”, afirma.
Essa desconexão entre identidade atual e guarda-roupa pode levar a compras impulsivas e peças acumuladas que não se encaixam na nova rotina. Relatórios da McKinsey & Company mostram que decisões de compra são frequentemente emocionais e influenciadas pelo contexto, especialmente em categorias ligadas à imagem pessoal. A Global Fashion Agenda destaca que, apesar do aumento da produção de roupas, a taxa de uso por peça diminui, resultando em armários cheios, porém pouco funcionais.
Um caso recente atendido por Juliane ilustra essa situação: uma mãe de primeira viagem, que retornava ao trabalho, sentia que “não tinha mais estilo”. Seu guarda-roupa estava completo, mas não atendia às necessidades da nova rotina, que incluía amamentação, deslocamentos rápidos e reuniões híbridas. O ajuste não passou por comprar mais peças, mas por escolher tecidos práticos, modelagens confortáveis e uma paleta de cores que facilitasse combinações. Em poucas semanas, ela reduziu o tempo para escolher roupas, diminuiu compras por impulso e recuperou a segurança nas reuniões.
A relação entre imagem e autoestima, embora complexa, tem impacto prático no dia a dia. Quando as roupas facilitam a rotina, exigindo menos energia para decidir o que vestir, a mulher começa o dia com menos atrito, o que melhora postura, presença e disposição para o trabalho. “Moda, nesse contexto, deixa de ser cobrança e vira ferramenta”, destaca Juliane.
Para alinhar a imagem à nova fase, recomenda-se definir uma base de cores que facilite combinações, priorizar tecidos e modelagens adequados à rotina, revisar peças que ficaram para trás e montar cápsulas semanais para reduzir decisões diárias. O objetivo não é voltar ao corpo anterior, mas sustentar quem a mulher é agora, com coerência e segurança.
Sinais de que a imagem ficou para trás incluem armário cheio com poucas combinações usadas, compra de peças que não são usadas, roupas que não acompanham a rotina atual e desconforto em eventos ou reuniões. Ajustes simples podem transformar a relação com o guarda-roupa e a autoestima no pós-maternidade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



