Colecionar figurinhas estimula cérebro de crianças e adolescentes

Neuropsicóloga explica como o hábito contribui para o desenvolvimento cognitivo e social

A cada edição da Copa do Mundo, o hábito de colecionar figurinhas mobiliza crianças, adolescentes e adultos, tornando-se um fenômeno cultural que vai além da brincadeira. Segundo a neuropsicóloga Aline Graffiette, essa prática estimula diversas áreas cognitivas e emocionais, contribuindo para o desenvolvimento infantil e juvenil.

Colecionar figurinhas envolve memória, organização, atenção, planejamento e interação social. O processo de procurar números repetidos, identificar espaços vazios no álbum e organizar as páginas ativa funções executivas importantes para o cérebro. “O cérebro trabalha diversas habilidades durante esse processo”, explica a especialista.

Além do aspecto cognitivo, a troca de figurinhas favorece habilidades sociais e emocionais. A atividade ensina negociação, espera, frustração, comunicação e convivência, promovendo um forte aspecto coletivo. Essa interação presencial é especialmente relevante em um contexto dominado por estímulos digitais rápidos.

Outro ponto importante é o impacto afetivo e nostálgico do hábito. Colecionar figurinhas cria memória emocional, permitindo que adultos revivam experiências da infância, o que ajuda a explicar por que a febre das figurinhas atravessa gerações, mantendo seu valor social e emocional.

Aline Graffiette ressalta que, apesar dos benefícios, os pais devem acompanhar a experiência para evitar excessos relacionados ao consumo ou à frustração exagerada. “O ideal é que a atividade seja vivida de forma leve e divertida, sem transformar o álbum em motivo de ansiedade ou competição extrema”, orienta.

Entre os benefícios que o hábito de colecionar figurinhas pode estimular estão: atenção e concentração, memória visual, organização, raciocínio lógico, habilidades sociais, tolerância à frustração e interação fora das telas.

Para a neuropsicóloga, o sucesso das figurinhas mostra que experiências simples continuam despertando interesse mesmo na era digital. “Existe um valor emocional e social muito grande nesse tipo de brincadeira. Ela conecta pessoas, gera troca e estimula habilidades importantes de forma natural e prazerosa”, conclui.

Assim, o costume de colecionar figurinhas revela-se uma atividade rica em estímulos para o desenvolvimento cognitivo e social de crianças e adolescentes, reforçando a importância de brincadeiras que promovam interação e aprendizado além das telas.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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